Alunas relatam assédio por PMs em escolas cívico-militares no Paraná

Um grupo de pelo menos nove meninas, com idades entre 11 e 13 anos, relatou à polícia que sofreu toques indevidos atribuídos a um monitor militar em uma escola cívico-militar localizada em Cornélio Procópio, no norte do Paraná. Os episódios teriam ocorrido ao longo de 2023, em momentos distintos, sempre dentro do ambiente escolar. Com informações da BBC Brasil.

As denúncias deram origem a um inquérito policial para apuração de estupro de vulnerável. O caso foi encaminhado à Justiça e passou a tramitar sob sigilo, condição que permanece até hoje. Por estar em fase recursal, o processo ainda não resultou em condenação, e as investigações seguem formalmente em andamento.

Em depoimentos prestados às autoridades, as estudantes afirmaram que os contatos físicos aconteciam durante conversas. Segundo os relatos, o monitor tocava partes do corpo das alunas quando “ia chamar a atenção ou conversar”. Uma das meninas declarou que ele “chegou a tocar em seu seio durante uma conversa, mas não consegue explicar se ele tocou ou olhou para ela de jeito sexual”.

Outras estudantes descreveram situações semelhantes. Uma delas afirmou que o monitor pegava “em sua nuca, mão, cabelo e cintura e isso lhe causava um certo incômodo”. Em outro depoimento, consta que, após um desentendimento entre colegas, o funcionário teria começado “a passar a mão em sua perna, o que a deixou desconfortável, mas entendeu que ele estava querendo acalmá-la”.

Mães das alunas também prestaram declarações no processo. Uma delas relatou que, sempre que o monitor conversava com a filha ou outras meninas, “colocava a mão no ombro, na cintura” ou apertava o braço delas”. Com a repetição dos relatos, familiares criaram um grupo de WhatsApp para trocar informações sobre o comportamento do funcionário.

Um boletim de ocorrência anexado ao processo menciona ainda uma denúncia feita ao Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos. No registro, a acusação era de que alunas “estariam sendo alisadas pelo monitor dentro da escola”. O ministério confirmou que recebeu a denúncia em 2023 e que a encaminhou ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil da cidade.

Apesar das acusações, o monitor militar continuou vinculado à escola após os primeiros relatos. Como a direção da unidade não tinha poder para demiti-lo, ele foi afastado das atividades de monitoria e passou a exercer funções administrativas, com restrição de contato com os estudantes.

O desligamento do programa de escolas cívico-militares ocorreu apenas em 2025, quase dois anos depois. Em resposta enviada por meio da Lei de Acesso à Informação, a Secretaria Estadual de Educação afirmou: “Ressalta-se que o desligamento foi efetivado tão logo esta Coordenação tomou conhecimento da decisão judicial, visando ao seu imediato cumprimento”. A pasta acrescentou que a medida “ocorreu em razão do cumprimento de medida cautelar imposta pelo Ministério Público do Estado do Paraná”.

O Ministério Público do Paraná informou que se manifestou pela absolvição do monitor, mas destacou que o processo segue em andamento, com recurso pendente de julgamento. Como a ação corre sob sigilo e ainda não transitou em julgado, o nome do acusado foi preservado nesta reportagem.

Fonte: DCM

Estado genocida de Israel proíbe Médicos Sem Fronteiras de salvarem vidas em Gaza

Israel proibiu no domingo as atividades da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Faixa de Gaza e ordenou que a organização deixe o enclave até 28 de fevereiro, segundo a Anadolu.

O Ministério da Diáspora de Israel, responsável pelas relações com as organizações humanitárias que atuam em Gaza e na Cisjordânia, afirmou que a decisão foi tomada depois que a organização se recusou a enviar sua lista de funcionários para Tel Aviv.

Uma declaração do ministério citada pelo jornal Maariv afirmou que a MSF se recusou a “enviar listas de funcionários locais, uma exigência aplicável a todas as organizações humanitárias que operam na região”.

O ministério alegou que a medida visa “permitir atividades legítimas de assistência humanitária, evitando a exploração da cobertura humanitária para fins hostis ou terroristas”.

“Essas listas de funcionários não são compartilhadas com terceiros e são usadas exclusivamente para fins internos”, alegou o ministério.

Na sexta-feira, a MSF afirmou que não compartilhará a lista de seus funcionários palestinos e internacionais com Israel devido à recusa de Tel Aviv em “garantir a segurança de nossa equipe ou a gestão independente de nossas operações”.

A MSF é uma das maiores organizações humanitárias que atuam em Gaza, e a paralisação de suas atividades deverá causar sérios danos aos já escassos serviços médicos disponíveis no enclave.

A guerra de dois anos de Israel contra Gaza matou quase 71.800 palestinos e feriu mais de 171.400. O ataque destruiu aproximadamente 90% da infraestrutura civil em Gaza, com estimativas da ONU apontando custos de reconstrução em cerca de US$ 70 bilhões.

Fonte: Monitor do Oriente

Bancado pelos super ricos, Nikolas vota contra programa “Gás do Povo”

Ele já votou a favor da PEC da Bandidagem e é contra duas folgas semanais para os trabalhadores. No entanto, o que mais impressiona é o cinismo de sua “justificativa”

Que Nikolas Ferreira (PL-MG) age abertamente contra os interesses da população, isso ninguém duvida, até porque ele não nega a quem quer que seja que votou a favor da famigerada PEC da Bandidagem e ainda se diz contra o fim da escala laboral 6×1, o que impede que os trabalhadores tenham duas folgas semanais por lei no país, trabalhando no máximo cinco dias consecutivos. Agora, mais uma vez, o deputado bolsonarista que passa o dia na internet “engajando” e provocando adversários com insultos e absurdos resolveu mostrar que realmente seu mandato não é para ajudar o povo.

Já no primeiro dia de votações do ano legislativo de 2026, aberto na segunda-feira (2), a Câmara pautou a Medida Provisória  1313/25, que versa sobre o programa “Gás do Povo”, uma iniciativa do governo Lula que expandiu ainda mais o acesso ao gás de cozinha gratuito a quem mais precisa no país, alcançando 50 milhões de brasileiros. A MP passou na Casa e agora está no Senado, onde também deve ser aprovada. Só que, na Câmara, Nikolas votou contra.

Sim, o rapazote provocativo reacionário manifestou-se contrariamente ao acesso gratuito do gás para os cidadãos em situação de pobreza.

Como não podia deixar de ser, no melhor estilo adolescente insuportável que tenta justificar o injustificável, o parlamentar desocupado foi às redes “explicar”, com muito cinismo, por qual razão agiu contra a população. O que se viu, no entanto, foi um malabarismo cretino sem qualquer nexo.

“Óbvio que votei contra o projeto “Gás do Povo”, do Lula, porque sou a favor do “Gás dos Brasileiros”, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade. Que no final, deixará seu gás mais caro e com a finalidade de manter as pessoas presas pra ter o voto dela nas eleições. E o povo sabe disso. E não custa perguntar: Se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás “gratuito” pra cozinhar?”, disse o impertinente deputado, sempre com seu tom asqueroso e incendiário, em busca de repercussão.

“Gás do Povo” dá gratuidade total e expande benefício

O Programa Gás do Povo representa a principal nova política pública federal voltada ao acesso ao gás de cozinha (GLP) no Brasil, instituída em 2025 e regulamentada por Medida Provisória aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados. Ele substitui integralmente o antigo Auxílio Gás dos Brasileiros (criado em 2021), ampliando significativamente o alcance e alterando o formato do benefício.

Em vez de repassar valores em dinheiro (como ocorria no modelo anterior, que atendia cerca de 5 milhões de famílias com o equivalente a 50% do preço do botijão a cada dois meses), o Gás do Povo garante a gratuidade total na recarga do botijão de 13 kg diretamente em revendas credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O benefício é entregue por meio de um vale ou sistema de validação (via cartão do Bolsa Família, cartão da Caixa ou CPF com código), assegurando que o recurso seja usado exclusivamente para a aquisição do gás de cozinha.

A iniciativa tem como meta atender mais de 15 milhões de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário mínimo — priorizando beneficiários do Bolsa Família —, o que beneficia cerca de 50 milhões de pessoas em todo o país. A implementação ocorre de forma gradual: iniciou em capitais selecionadas em novembro de 2025, expandiu-se para todas as capitais em janeiro de 2026 e deve alcançar todos os municípios até março de 2026, com previsão de cerca de 65 milhões de recargas gratuitas por ano.

Ao adotar a entrega direta do botijão, o programa busca combater a pobreza energética, garantindo que o benefício cumpra efetivamente seu propósito: aliviar o peso do custo do gás no orçamento familiar, promover a dignidade e a cidadania energética, e proteger a saúde pública. A mudança reduz a dependência de combustíveis alternativos perigosos, como a lenha, que expõe especialmente mulheres e crianças a riscos graves de poluição intradomiciliar (causadora de doenças respiratórias), acidentes domésticos e desgaste físico na coleta de material.

Fonte: Revista Fórum

Regra que muda trabalho aos domingos e feriados no comércio entra em vigor em março

Após ter sido adiada por quatro vezes, a medida está prevista para começar a valer a partir do dia 1º de março

O governo federal mantém para 1º de março de 2026 a entrada em vigor da regra que limita trabalho aos domingos e feriados no comércio.

A medida condiciona o funcionamento de serviços e comércio nessas datas a acordos coletivos com os sindicatos. Atualmente, vale o acordo entre patrões e empregados.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o prazo para a nova norma começar a valer é março deste ano. A portaria 3.665/2023, que determinou a mudança nos feriados, foi publicada em novembro de 2023 e adiada por quatro vezes.

último adiamento foi em 17 de junho de 2025, após tentativa de negociação sobre o tema não avançar no legislativo e não haver consenso entre centrais sindicais, empregadores e governo sobre as mudanças.

A nova legislação provocou reação negativa entre as empresas, porque prevê a necessidade de negociar com sindicatos e lidar com custos adicionais.

Mudança

O texto revogou a autorização permanente para trabalho aos feriados que havia sido concedida, por portaria de 2021, para as seguintes atividades:

• mercados, supermercados e hipermercados;

• varejistas de peixe;

• varejistas de carnes frescas e caça;

• varejistas de frutas e verduras;

• varejistas de aves e ovos;

• varejistas de produtos farmacêuticos (farmácias, inclusive manipulação de

receituário);

• comércio de artigos regionais nas estâncias hidrominerais;

• comércio em portos, aeroportos, estradas, estações rodoviárias e ferroviárias;

• comércio em hotéis;

• comércio em geral;

• atacadistas e distribuidores de produtos industrializados;

• revendedores de tratores, caminhões, automóveis e veículos similares;

• comércio varejista em geral.

Regras proporcionais

Segundo Mauro Francis, presidente da Ablos (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings), a entidade não é contrária à negociação coletiva nem à valorização do trabalho.

Portaria

Segundo o ministério, a portaria tem como objetivo restabelecer a legalidade quanto ao trabalho em feriados, conforme determina lei, que foi alterada.

“De acordo com essa legislação, o funcionamento do comércio em feriados depende de autorização prevista em convenção coletiva entre empregadores e trabalhadores, além da observância da legislação municipal”, afirma a pasta em nota.

O ministério defende que a medida corrige uma distorção introduzida durante o governo anterior, quando portaria passou a autorizar o trabalho em feriados, contrariando a legislação vigente.

“Ao reafirmar a exigência de convenção coletiva, o governo reconhece e valoriza a negociação coletiva como pilar das relações de trabalho e instrumento legítimo para o equilíbrio entre os interesses de empregadores e trabalhadores”, acrescenta o texto.

Fonte: Notícias R7

Maioria é contra isenção de impostos para igrejas e critica ostentação de pastores

Maioria é contra isenção de impostos para igrejas e critica ostentação de pastores

Os brasileiros são majoritariamente contrários à isenção de impostos conferida a igrejas, templos e pastores. Mais do que isso: também entendem que a ostentação derivada do acúmulo de recursos por líderes religiosos é “absurda”.

Mesmo com variações entre os recortes da pesquisa, a opinião contra a isenção se sustenta de forma ampla. Entre todos os grupos analisados, 60% defendem que todas as instituições religiosas devem pagar impostos (e, dentro deste grupo, 35% dizem que “não só devem pagar impostos, como deveriam ser mais fiscalizadas”).

Esse é um dos resultados da pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo ICL e realizada pela Ágora Consultores, que ouviu quase 10 mil pessoas das diferentes classes sociais. O levantamento foi realizado entre 17 e 23 de novembro de 2025 para conhecer o pensamento do brasileiro. As conclusões do trabalho estão sendo publicadas em primeira mão pela Revista Liberta.

O número daqueles que têm abertura a taxar instituições religiosas sobe para 71% dos pesquisados quando se incluem aqueles que são favoráveis a algum tipo de cobrança, desde que seja observada uma isenção em casos específicos — para pequenas igrejas e templos.

Quando o brasileiro se depara com a questão sobre a sensação despertada por um líder religioso “viajando de helicóptero, avião ou iate”, a proporção dos que consideram a situação “absurda” é quase idêntica à de quem deseja cobrança de impostos em qualquer cenário: 62%. Outros 28% têm opinião neutra, argumentando que, se o dinheiro vem de outras atividades, os líderes religiosos até “têm direito” a luxos desse tipo. Apenas 8% dos consultados acham a situação “normal”.

Sem surpresas, os brasileiros que dizem não acreditar em Deus são aqueles com menor abertura à isenção de impostos para igrejas: 83% desejam cobrança para todos os tipos de templos, independentemente do tamanho, sendo que 72% deles apoiam uma maior fiscalização das finanças das instituições religiosas.

Por outro lado, o maior bastião de resistência aos impostos vem dos brasileiros que se identificam como evangélicos: apenas 33% defendem a cobrança de impostos para todos os templos, enquanto 46% dizem que a isenção “é essencial para a liberdade religiosa”. Os evangélicos são, de longe, o grupo com maior número de defensores da isenção como um instrumento para garantir a liberdade, quase o dobro do visto entre os praticantes da outra grande religião organizada no país, como os católicos, para quem esse número fica em 24%.

Entre os seguidores do catolicismo, a abertura à cobrança de impostos para qualquer tipo de igreja é ligeiramente menor do que a média geral da população (57%, três pontos percentuais abaixo), mas ainda assim muito acima da vista no caso dos evangélicos.

A disposição a taxar igrejas também é marcada por um contraste ideológico. Enquanto 87% dos consultados que se dizem de esquerda defendem a cobrança de impostos em qualquer cenário (e só 8% veem a isenção como válida), essa proporção despenca para 34% entre brasileiros que se definem como de direita, grupo que tem 42% de apoio à isenção.

Apesar das divergências sobre os impostos, há uma constante que perpassa as mais diversas correntes religiosas e identificações ideológicas: são minoritários os brasileiros que encaram como “normais” as cenas de ostentação por parte de líderes religiosos. Só 8% dos evangélicos, 9% dos ateus, 11% dos espíritas e dos católicos, e apenas 2% dos seguidores de outras religiões ouvidos pela pesquisa concordam com a normalização de situações do tipo.

Essa proporção segue muito baixa independentemente do recorte, ainda que com variações: para os brasileiros que se identificam com a esquerda, apenas 5% consideram a ostentação “normal”; entre os de direita, o número até sobe de forma perceptível, mas ainda é uma clara minoria, não superando a marca de 13%.

A principal discordância ocorre entre aqueles que opinam pelo caminho do meio, entre o “absurdo” e o “normal”: são aqueles que responderam à questão dizendo que “depende” da origem dos recursos, mostrando disposição a aceitar a vida opulenta de líderes religiosos, desde que ela seja bancada por atividades não relacionadas à igreja.

Outra vez, quem está mais disposto a fazer esse tipo de concessão é a parcela da população que pratica alguma religião identificada no grupo dos evangélicos: no recorte por religião, são os únicos em que o entendimento de que um líder religioso viajando de helicóptero, avião ou iate é “absurdo” fica abaixo dos 50%. São 46% com esse ponto de vida (45% dizem que depende). Entre os católicos, o número sobe para 58%, chegando a 72% entre espíritas, 75% para os praticantes de outras religiões e 78% dos que não acreditam em Deus.

O estudo consiste em uma pesquisa de opinião pública cujo universo abrange pessoas com 16 anos ou mais na República Federativa do Brasil, realizada por meio do Painel on-line da Ágora Consultores. Foi adotado um desenho amostral estratificado por Unidade da Federação (UF/Estado), com cotas populacionais conforme dados censitários e aplicação de cotas cruzadas por sexo, faixa etária e zona/área, assegurando consistência e equilíbrio na composição amostral. A amostra totalizou 9.497 entrevistas efetivas, com nível de confiança de 95% e margem de erro amostral de ±1,0 p.p. para distribuições simétricas.

Como etapa adicional de robustez, a base foi ponderada e calibrada por sexo, idade, escolaridade e áreas, e submetida a procedimentos de controle de qualidade e consistência, incluindo validações de respostas, identificação de duplicidades, checagens de coerência interna e análise de tempo de resposta.

Fonte: ICL

Caetano e Bethânia levam o Grammy de Melhor Álbum de Música Global

Produção é fruto de uma turnê que consagrou a carreira dos irmãos

Os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram o neste domingo (01) Grammy Awards 2026 na categoria Melhor Álbum de Música Global com o disco Caetano e Bethânia Ao Vivo.

O prêmio foi recebido em nome deles pela apresentadora Dee Dee Bridgewater, durante evento em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Eles concorriam com “Sounds of Kumbha”, de Siddhant Bhatia; “No Sign of Weakness”, de Burna Boy; “Eclairer le monde – Light the World”, de Youssou N’Dour, “Mind Explosion – 50th Anniversary Tour Live”, de Shakti e “Chapter III: We Return To Light”, de Anoushka Shankar Featuring Alam Khan & Sarathy Korwar.

A produção premiada é um registro da turnê dos dois artistas. A conquista coroou o momento artístico marcado por reencontros afetivos com o público e pela reafirmação da força da canção brasileira no cenário internacional.

O álbum, gravado ao longo da turnê que atravessou diversas cidades brasileiras com casas lotadas, reúne sucessos das trajetórias individuais dos dois artistas, como Reconvexo e Vaca Profana, além de uma versão inédita de Fé, composição de Iza com nova leitura nas vozes dos irmãos.

Ao comemorar a vitória nas redes sociais, Caetano escreveu:

“Que alegria em vencermos o @grammys de ‘Melhor Álbum Internacional’ juntos! Em especial, gostaríamos de agradecer aos músicos que ao nosso lado, fizeram esse disco acontecer.
O nosso muito obrigado a todos que ouviram o disco, foram aos shows e compartilharam desta história conosco!”

Para Maria Bethânia, o primeiro Grammy representa a consagração internacional após décadas de carreira.

Para Caetano, essa foi a sexta indicação ao Grammy e a terceira premiação. O artista baiano já venceu duas vezes: com Livro (1998) e João Voz e Violão (2000), álbum de João Gilberto que produziu.

Fonte: Agência Brasil

Depois da Venezuela, Cuba?

As imagens dramáticas dos blackouts de energia em Cuba e da população cubana sendo obrigada a cozinhar usando madeira como combustível expõem a perversidade do bloqueio imposto pelos EUA, agora ampliado pelo presidente Donald Trump e seu secretário Marco Rubio. Hospitais e escolas sem energia, num criminoso certo a ilha que, em 1959 com a revolução vitoriosa, expropriou as máfias oligárquicas associadas aos interesses estadunidenses na ilha. Nesse momento urgente, o Brasil pode fazer a diferença. O presidente Lula, precisa ser fiel ao compromisso histórico do PT de defender a soberania cubana. Lula pode e deve enviar Petróleo para Cuba para evitar uma tragédia humanitária causada pelo bloqueio estadunidense. O Trabalho publica o artigo do companheiro Angel Tubau, originalmente publicado no site do jornal operário espanhol Información Obrera. — Alexandre Linares

Trump ordenou que, a partir de hoje, os secretários de Comércio, Howard Lutnick, e de Estado, Marco Rubio (filho de cubanos exilados), fiscalizem se algum país entrega, por qualquer via, petróleo a Cuba.

Pressionado pela impressionante mobilização em Minnesota, Donald Trump busca novamente uma ação “destacada” na política externa.

Na quinta-feira, 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva (equivalente a um decreto) na qual afirma: “Considero que a situação relativa a Cuba constitui uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, e declaro uma emergência nacional em relação a essa ameaça”.

Esse decreto anuncia que seu governo imporá tarifas adicionais a todos os produtos de “qualquer país que, direta ou indiretamente, venda ou forneça petróleo a Cuba”.

Trump determinou que, a partir de hoje, os secretários de Comércio, Howard Lutnick, e de Estado, Marco Rubio (filho de cubanos exilados), supervisionem se algum país entrega, por qualquer meio, petróleo a Cuba.

Lembremos que, após a agressão militar contra a Venezuela e o sequestro do presidente Maduro e de sua esposa, Trump impôs à presidente “interina”, Delcy Rodríguez, o embargo a todo envio de petróleo a Cuba. A Venezuela era, até então, o principal fornecedor de petróleo da ilha.

Este decreto, portanto, tem um objetivo claro: pressionar o México para que interrompa os envios de combustível (sendo o segundo maior fornecedor até agora).

Trump concluiu dizendo, segundo a agência AP, que não será mais enviado petróleo a Cuba e que o governo cubano cairá. Até o momento, a Secretaria de Energia do México e a diretoria da PEMEX (Petróleos Mexicanos) mantiveram silêncio sobre o assunto; embora a presidente do México, Claudia Sheinbaum, tenha declarado que o México é soberano e decide por si só com quem comercia, a agência Reuters informa que o México já havia suspenso os envios de petróleo.

À beira da asfixia?

Cuba depende do petróleo para o transporte e para o funcionamento de suas usinas termelétricas. Segundo dados oficiais do governo cubano publicados no jornal Granma (órgão oficial do Partido Comunista), o país atualmente consegue atender, por outros meios, a menos da metade da demanda elétrica.

Nestes mesmos dias, o jornal britânico Financial Times afirmava que Cuba dispõe de combustível suficiente para apenas 15 a 20 dias. Antes da intervenção dos EUA, a Venezuela fornecia cerca de 46.500 barris diários à ilha. O México entregava, em média, 17.200 barris por dia, cujos envios foram interrompidos em meados de janeiro. Outros fornecedores de petróleo incluem a Rússia, que enviou seu último navio em outubro, e a Argélia, que não enviou nenhum cargueiro desde fevereiro do ano passado, segundo a mesma fonte. Agora, de acordo com o New York Times, Cuba recebe apenas três mil barris diários. O país necessita de 100 mil barris diários, dos quais aproximadamente metade é destinada à geração elétrica e o restante ao transporte e à atividade industrial. Qualquer pessoa pode imaginar a catástrofe humanitária que o imperialismo estadunidense está organizando.

“Parece que não conseguirá sobreviver. Cuba não poderá sobreviver”, declarou Trump à imprensa na noite de quinta-feira.

63 anos de bloqueio

A vitória da revolução em Cuba em 1959, cujo desenvolvimento posterior implicou a expropriação dos grandes proprietários (muitos deles estadunidenses) e a destruição da ditadura de Batista e de suas instituições, provocou, muito cedo, a intervenção armada estadunidense. Em abril de 1961, a CIA organizou a invasão da Baía dos Porcos, que fracassou graças à mobilização do povo cubano. Desde então, sucessivas administrações estadunidenses impuseram e reforçaram um embargo comercial contra a ilha que, dada a predominância da economia dos EUA e por meio de pressões sobre países terceiros, transformou-se num verdadeiro bloqueio. Esse bloqueio foi condenado pela imensa maioria dos membros da ONU, cuja Assembleia Geral o rejeitou em trinta ocasiões (em 2024, apenas com os votos contrários dos EUA e de Israel).

A difícil situação econômica de Cuba é, em grande parte, resultado desse bloqueio, que impede a ilha de manter comércio normal com todos os países.

A defesa de Cuba frente à agressão imperialista

O jornal mexicano La Jornada conclui seu editorial de 30 de janeiro da seguinte maneira: “Na conjuntura atual, mesmo aqueles governos que nutrem aversão pelo regime político adotado pelos cubanos deveriam estar conscientes de que defender Cuba é, na verdade, defender toda a humanidade contra a arbitrariedade e o imperialismo descarado que o trumpismo sintetiza em seu lema ‘paz pela força’”.

Certamente, todo governo que defenda a democracia (isto é, o direito de cada povo decidir livremente sobre seu futuro sem imposições externas) deveria boicotar a ordem executiva de Trump. Isso inclui o governo de Pedro Sánchez e Yolanda Díaz. Assim como Hitler em 1938, o governo de Trump interpreta cada demonstração de fraqueza como um convite para novas ações. Contudo, não temos garantias de que algum governo venha a defender Cuba diante do império. Tal como ninguém defendeu verdadeiramente a Venezuela.

O que temos plena certeza é que, para todas as organizações do movimento operário e para todas aquelas que se proclamam defensoras dos direitos dos povos, é um dever agir agora em defesa do povo cubano.

Andreu Tubau

Fonte: O Trabalho

Prefeitura de Maceió estende vacinação para conter surto de Meningite C

Imunização se estende até o próximo dia 6 de fevereiro

Após o sucesso do dia de bloqueio contra a meningite C, que mobilizou milhares de pessoas em busca da imunização, a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, decidiu ampliar a oferta da vacina por mais uma semana.

A vacinação seguirá de 02 a 06 de fevereiro, em 14 unidades de saúde, distribuídas em distritos sanitários prioritários, garantindo mais acesso, comodidade e proteção à população.

A imunização é destinada para a população de 3 meses a 80 anos que ainda não foi vacinada contra a meningite C. Se o esquema vacinal ja está completo, não é necessário. Gestantes e lactantes podem se vacinar, desde que com indicação médica.

O bloqueio vacinal continua sendo destinado para a população dos bairros onde houveram os casos (Benedito Bentes e Serraria), até o raio de 1km pelo casos de meningite C, conforme listagem de endereços já disponibilizada pela Prefeitura de Maceió. Confira aqui listagem.

Confira os locais de vacinação que funcionam de 2 a 6 de fevereiro para esta vacinação de bloqueio:

III Distrito Sanitário

• USF Ouro Preto

• US Maria Tereza Holanda – Ouro Preto

V Distrito Sanitário

• USF José Tenório

• USF São Jorge

• USF Novo Mundo

• UDA UMJ – Barro Duro

VI Distrito Sanitário

• USF Hamilton Falcão – Benedito Bentes

• USF Aliomar Lins – Benedito Bentes

• USF Caic Benedito Bentes

• USF Frei Damião – Benedito Bentes

• USF Dídimo Otto – Conjunto Carminha

• US Telessaúde Caetés

• USF Carla Nogueira – Benedito Bentes

• USF Robson Cavalcante – Benedito Bentes

Além dessas unidades, o CAT Aprígio Vilela também segue ofertando a vacinação.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina é segura, gratuita e fundamental para prevenir formas graves da meningite. A orientação é que as pessoas compareçam com documento de identificação e, se possível, cartão de vacinação. Vacinar é um ato de cuidado, proteção e responsabilidade coletiva.

SMS

Secretaria Municipal de Saúde

Rua Dias Cabral, 569 – Centro
CEP 57020-250 // Telefone: 82 3312-5400
Horário de atendimento: segunda a sexta, de 8h às 14h.

Fonte: Ascom SMS

Gasto com juro ultrapassa a marca escandalosa de R$ 1 trilhão em 2025

Banqueiros e rentistas fizeram a festa e continuam a pressionar o governo por cortes nos investimentos produtivos e em programas sociais

A taxa básica de juros (Selic) de 15% do Banco Central (BC) garantiu aos banqueiros e rentistas a soma de R$ 1.007,6 trilhão (um trilhão, sete bilhões e seiscentos milhões de reais), ao todo, no ano de 2025, Esta foi a despesa só com o pagamento dos juros da dívida pública. Os dados são do relatório de “Estatísticas Fiscais” do BC, divulgados nesta sexta-feira (30).    

Nos 12 meses de 2024, esse gasto do setor público (União, Estados/municípios e estatais) foi de R$ 950,4 bilhões (novecentos e cinquenta bilhões e quatrocentos milhões de reais). Apenas em dezembro de 2025, a despesa com a especulação somou R$ 121,8 bilhões, volume que supera o mesmo mês de 2024 (R$ 96,1 bilhões).

Reprodução BCB

São recursos públicos transferidos da saúde, educação, previdência e assistência social e segurança pública para enriquecer meia dúzia de bancos e demais rentistas.

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a Selic em 15% até a próxima reunião, que ocorrerá em março deste ano, Há seis meses a taxa básica de juros está neste patamar, a maior em 20 anos. Descontada a inflação, o juro real está próximo dos 11% ao ano, o segunda maior do planeta.  

A decisão do BC de postergar o corte da Selic para março segue conforme o desejo dos banqueiros, que, ao demandarem mais gastos cobram a manutenção do arrocho fiscal – ou seja, restrições de investimentos e piora dos serviços públicos – sob o argumento falacioso de falta de credibilidade fiscal – quando, na verdade, são os juros altos que alimentam o crescimento da dívida pública.  

Em 2025, a dívida bruta do Brasil atingiu R$ 10 trilhões, o que equivale a 78,7% do PIB, um crescimento de 2,4 ponto percentual do PIB em relação a 2024. “Essa evolução refletiu, principalmente, os impactos da incorporação de juros nominais (+8,9 p.p.)”, afirma o BC no seu relatório de “Estatísticas Fiscais”. 

Apesar do Brasil ter uma dívida interna razoavelmente baixa quando comparada com outras economias do mundo, o crescimento das despesas primárias, investimentos e até a valorização do salário mínimo foram amarrados ao teto de gastos de 2,5% ao ano (em termos reais), definido pela lei do arcabouço fiscal. Este teto limita também o crescimento das despesas a 70% do aumento da arrecadação. Ou seja, em caso de não aumento das receitas, exige-se cortes orçamentários.   

Essa lógica não atinge a despesa com juros, que permanece livre de qualquer controle e cresceu mais de 6% ou, em números absolutos, R$ 57,2 bilhões entre 2024 e 2025.  

A economia brasileira, que cresceu 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024, desacelerou no ano passado, afetada pelos juros altos. O próprio governo prevê uma redução de crescimento do PIB para 2,2% em 2025, segundo o Ministério da Fazenda.

As previsões do “mercado” para o Produto Interno Bruto (PIB) giram em torno de 2,1% em 2025 e 1,6% em 2026.

Fonte: Hora do Povo

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