Intoxicações por agrotóxicos explodem e Brasil bate recorde de 11 anos

Anos após a liberação de milhares de produtos tóxicos na agricultura promovido pelos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), o Brasil registrou em 2025 o maior número de intoxicações por agrotóxicos dos últimos 11 anos. Foram 9.729 casos notificados, o equivalente a cerca de 27 ocorrências por dia, segundo dados do Ministério da Saúde analisados pela Repórter Brasil. O total representa aumento de 84% em relação a 2015. Os registros consideram apenas casos não intencionais, excluindo suicídios ou envenenamentos deliberados.

Adultos entre 20 e 39 anos concentram o maior número de ocorrências. Em 2025, 54% das intoxicações nessa faixa etária tiveram relação com o trabalho, e 80% delas envolveram agrotóxicos de uso agrícola. Crianças de 1 a 4 anos aparecem como o segundo grupo mais afetado desde 2015. Especialistas apontam relação entre o aumento e a expansão do uso dessas substâncias no país.

Em 2025, foram autorizados 914 novos registros de pesticidas, crescimento de 38% em relação ao ano anterior. O governo federal publicou nesta semana iniciativas para implementar o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), com 31 eixos de atuação para o biênio 2026-2027, incluindo incentivo a alternativas e capacitação para o uso dessas substâncias.

Fonte: DCM

Pastor evangélico é preso por estuprar parente durante 10 anos

Um pastor evangélico de 63 anos foi preso após uma denúncia de que teria estuprado uma parente em situação de vulnerabilidade por 10 anos. Ele foi localizado e capturado nessa quinta-feira (5/3), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte (RN).

Segundo a Polícia Civil, os crimes teriam ocorrido em Santa Cruz, no interior do estado.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades durante o plantão do último fim de semana.

De acordo com o relato, o homem teria praticado os abusos contra uma pessoa do mesmo ciclo familiar de forma reiterada, ao longo de mais de 10 anos.

Ele deve responder por estupro de vulnerável.

Fonte: Metrópoles

Moraes vota para tornar Malafaia réu no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou para aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia. Caso a maioria da Primeira Turma acompanhe o relator, o líder religioso passará à condição de réu por supostos crimes de calúnia, injúria e difamação contra integrantes do alto comando do Exército.

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF, modelo em que os ministros registram os votos eletronicamente, sem debate presencial. A análise do caso foi incluída na pauta pelo ministro Flávio Dino, após solicitação do próprio Moraes, e está prevista para seguir até 13 de março.

A denúncia foi apresentada pela PGR em dezembro de 2025. O caso teve origem em declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação realizada em abril daquele ano na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato defendia anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Durante o discurso, o pastor criticou o alto comando do Exército diante de apoiadores. Em determinado momento, questionou a atuação de generais e afirmou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do alto comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes”.

Segundo a Procuradoria, além de falar ao público presente, o pastor também publicou as declarações nas redes sociais. Um dos vídeos divulgados no Instagram teria alcançado mais de 300 mil visualizações. A legenda da publicação dizia: “minha fala contra os generais covardes do alto comando, não contra o glorioso Exército Brasileiro”.

Na denúncia, a PGR sustenta que o religioso atribuiu, sem apresentar provas, a prática de crime militar a oficiais do Exército. O documento afirma que ele teria imputado falsamente aos militares condutas como covardia e prevaricação. Em outro trecho do discurso, o pastor afirmou: “cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem”.

Para Moraes, os elementos apresentados na denúncia indicam que as declarações foram feitas com intenção de atingir publicamente os oficiais generais do Exército. O ministro apontou que a manifestação ocorreu diante de grande público e foi amplamente divulgada nas redes sociais.

Em entrevista à imprensa, Malafaia criticou o processo e afirmou ser alvo de perseguição. “Que moral esse cara tem para julgar alguém?”, disse o pastor ao comentar a atuação do ministro. Ele também declarou: “Nenhuma, ele [Moraes] tem que ser afastado imediatamente e tomar um impeachment”.

O religioso ainda questionou o encaminhamento do caso ao STF e a atuação do procurador-geral da República. “O que tem a ver liberdade de expressão numa manifestação com inquérito de fake news? Esse é o jogo, é o conluio entre eles”, afirmou.

Fonte: DCM

Decreto do governador do Ceará é licença para matar

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), assinou decreto (6/02/ 2026) alterando o tratamento jurídico de policiais que matam em serviço, passando a tratá-los como “interventores” e a outra parte (vítimas), como “opositores”. O decreto chegou no mesmo dia em que um confronto envolvendo policiais militares resultou na morte de cinco suspeitos em Monsenhor Tabosa no interior do estado.

“Assinei decreto que muda a forma como policiais são tratados em inquéritos de lesão corporal ou morte decorrente de intervenção. Em vez de autor do crime, o policial passa a ser colocado como interventor, enquanto a outra parte sai de vítima para opositor, até prova ao contrário”, disse Elmano. Até prova em contrário! Mata primeiro e prova vem depois! O que sabemos é que, muitíssimas vezes, em operações da polícia, sim são praticados assassinatos pelos policiais que seguem impunes.  É por isso que uma campanha nacional exige a federalização das investigações de chacinas na Bahia, Rio e Guarujá (SP).

Em retaliação, policiais assassinam 11 jovens inocentes

De que polícia estamos falando? A PM do Ceará é, por exemplo, responsável por uma das chacinas mais violentas de que se tem notícia, a chacina do Curió, bairro periférico de Fortaleza, na região da Grande Messejana. A PM cearense praticou uma sequência de assassinatos, em novembro de 2015 que, num intervalo de três horas, na madrugada de 11 para 12 daquele mês, eliminou 11 jovens. Segundo sítio Brasil de Direitos, “a investigação aponta ter-se tratado de uma operação de retaliação: os policiais queriam vingar a morte de um agente, ocorrida naquela mesma data. Nenhuma das vítimas da chacina, no entanto, tinha qualquer relação com a morte do policial.” .

O decreto que, antes de qualquer investigação ou julgamento, absolve os agentes da repressão tende a servir de cobertura para a violência policial.

Como lembra os ex-deputado petista e antigo subsecretário de direitos humanos no primeiro governo Lula, Mário Mamede, a tentativa de alterar os protocolos por parte do governador “atenta contra os principais protocolos internacionais de investigação”. Se aplicado ao caso Curió, os PMs seriam simplesmente “interventores” e as vítimas inocentes, “opositores”. Mas para o governador são opositores, “até prova em contrário”, já mortos, como os 11 jovens em Curió?

Como pede Mamede, é preciso que Elmano revogue a medida que o coloca na vala comum do populismo penal dos governadores da extrema-direita. É o que também exigem mais de 100 organizações do estado. Incluindo petistas. Afinal, “bandido bom é bandido morto”, nunca foi um lema do PT!

No Ceará segundo dados da Superintendência de Pesquisa de Segurança pública, em 2025 ocorreram 200 mortes por intervenção policial.

“O crescimento contínuo destas mortes pode indicar o uso ilegítimo da força, especialmente em um contexto no qual o governo amplia operações policiais letais, investe massivamente em um modelo meramente repressivo e sustenta um discurso que trata a letalidade como sinônimo de eficiência”, diz o manifesto assinado por estas entidades.

Fonte: O Trabalho

Doador de Tarcísio e Bolsonaro: quem é o pastor preso por integrar milícia de Vorcaro

Cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel é citado em decisão do STF como operador de pagamentos de grupo que monitorava e intimidava adversários

O pastor e empresário Fabiano Campos Zettel, que figurou entre os maiores doadores pessoa física das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi preso na nova fase da Operação Compliance Zero — investigação que mira o banqueiro Daniel Vorcaro e uma estrutura paralela utilizada para proteger interesses do grupo empresarial ligado ao Banco Master.

Zettel não aparece na investigação como personagem periférico. A decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou medidas da Polícia Federal descreve o pastor como integrante da engrenagem operacional responsável por viabilizar financeiramente atividades relacionadas aos interesses de Vorcaro.

O documento afirma que Zettel manteve “atuação direta e reiterada” em apoio às atividades do banqueiro, participando da estrutura responsável pela execução e viabilização financeira de iniciativas do grupo investigado.

Segundo a decisão, a investigação identificou a atuação do pastor na intermediação e operacionalização de pagamentos. Os elementos reunidos pela Polícia Federal indicam que ele participava da definição de mecanismos de transferência de recursos e da elaboração de instrumentos contratuais utilizados para justificar repasses financeiros.

A decisão menciona ainda a participação de Zettel na elaboração de uma proposta de contratação considerada simulada pelos investigadores. O documento afirma que a proposta envolvia a formalização de vínculo contratual fictício por meio da empresa Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., estrutura que teria sido utilizada para justificar pagamentos relacionados ao grupo.

Outro trecho aponta que Zettel mantinha comunicação direta com Daniel Vorcaro sobre a condução de pagamentos e tratativas financeiras envolvendo terceiros. A investigação descreve que ele participava da organização e acompanhamento de fluxos financeiros associados às iniciativas do grupo.

“A Turma”

O documento também descreve a existência de um grupo informal identificado nas mensagens como “A Turma”. Segundo a investigação, essa estrutura era utilizada para realizar atividades de monitoramento e coleta de informações de interesse do grupo investigado, além de ações de coação e intimidação contra pessoas consideradas prejudiciais aos interesses da organização.

De acordo com a decisão judicial, há indícios de que pagamentos destinados a integrantes desse grupo eram operacionalizados por meio de Fabiano Zettel. A decisão reproduz mensagens que indicariam a existência de um pagamento mensal de um milhão de reais feito por Vorcaro e distribuído entre integrantes da estrutura.

Em uma das conversas citadas no documento, um dos interlocutores afirma: “O Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando”. Em outra mensagem mencionada pela investigação, o participante afirma que Vorcaro enviava o valor mensal e que o dinheiro era posteriormente dividido entre integrantes do grupo.

Quem é Daniel Vorcaro

Daniel Bueno Vorcaro é o empresário que construiu e controlou o Banco Master, instituição financeira que ganhou relevância no mercado brasileiro ao longo da última década por meio de operações de aquisição de ativos problemáticos e estratégias agressivas de crédito. O banco cresceu rapidamente e passou a operar com um modelo de negócios que chamou atenção do mercado financeiro e também de órgãos de investigação.

Nos últimos anos, o nome de Vorcaro passou a aparecer em diferentes apurações envolvendo suspeitas de crimes financeiros, lavagem de dinheiro e uso de estruturas paralelas para coleta de informações sobre concorrentes e críticos do grupo empresarial.

A Operação Compliance Zero investiga justamente a existência de uma rede organizada que teria atuado para proteger interesses ligados ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, essa estrutura incluía monitoramento de pessoas, obtenção de informações sensíveis e uso de intermediários para movimentar recursos e estruturar pagamentos.

É nesse contexto que aparece o nome de Fabiano Zettel, descrito na investigação como responsável por operacionalizar parte desses fluxos financeiros.

Além da relação empresarial, Zettel também possui ligação familiar direta com Vorcaro: ele é cunhado do banqueiro investigado.

A relação de Zettel com a Igreja da Lagoinha

Além da ligação familiar com Vorcaro, Fabiano Zettel também possui conexões com o universo da Igreja Batista da Lagoinha, uma das maiores redes evangélicas do país e que ganhou projeção nacional nas últimas décadas com a expansão de templos, projetos midiáticos e atuação política de lideranças religiosas.

A Lagoinha, fundada em Belo Horizonte, tornou-se uma das igrejas evangélicas mais influentes do Brasil e passou a reunir um ecossistema que inclui projetos de mídia, eventos religiosos, negócios e iniciativas financeiras voltadas ao público evangélico.

É dentro desse ambiente que surge o chamado Clava Forte Bank, fintech que passou a oferecer serviços financeiros voltados principalmente para fiéis e frequentadores do meio evangélico.

O projeto foi associado ao entorno da Lagoinha e ganhou visibilidade nas redes sociais e em eventos ligados à igreja. A proposta era oferecer serviços como contas digitais, cartões e soluções de pagamento voltadas ao público religioso.

Apesar do nome, o Clava Forte não é um banco autorizado pelo Banco Central. A estrutura operava como correspondente bancário, modelo que permite oferecer serviços financeiros por meio da infraestrutura de instituições autorizadas.

O surgimento da fintech chamou atenção de parlamentares e passou a ser mencionado em discussões políticas envolvendo o escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias do INSS.

Clava Forte e a CPMI do INSS

Na CPMI que investiga o esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários, parlamentares passaram a mirar estruturas financeiras associadas ao ecossistema da Lagoinha.

Entre os alvos de questionamentos na comissão aparece o Clava Forte Bank e também pessoas ligadas ao seu entorno empresarial.

Deputados apresentaram requerimentos pedindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabiano Zettel e de empresas associadas a estruturas financeiras mencionadas no debate da comissão.

Segundo os pedidos apresentados, o objetivo é verificar possíveis fluxos financeiros relacionados a entidades que operavam descontos em benefícios de aposentados.

Até o momento, essas suspeitas fazem parte de apurações em andamento e ainda dependem da análise de relatórios de inteligência financeira e de quebras de sigilo aprovadas pela comissão.

Investigações em andamento

Enquanto a investigação sobre o esquema financeiro avança, a Polícia Federal tenta esclarecer a extensão da estrutura descrita na decisão do STF.

Os investigadores apuram se a rede operava como uma organização destinada a proteger interesses empresariais do grupo ligado ao Banco Master por meio de monitoramento de pessoas, coleta de informações sensíveis e uso de intermediários para viabilizar pagamentos e contratos utilizados para justificar transferências financeiras.

A prisão de Fabiano Zettel marca um novo capítulo na investigação e reforça a linha adotada pela Polícia Federal de aprofundar o rastreamento das estruturas financeiras e operacionais que orbitavam o grupo empresarial ligado a Daniel Vorcaro.

Fonte: ICL

3 policiais são presos em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro em SP

Investigação, conduzida pelo Gaeco, do Ministério Público, apura a participação de policiais, advogados e operadores financeiros.

Uma operação do Ministério Público de São Paulo, em ação conjunta com a Polícia Federal e a Corregedoria Geral da Polícia Civil, prendeu nesta quinta-feira (5) ao menos seis pessoas suspeitas de integrar um esquema de corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro que teria se instalado em departamentos estratégicos da Polícia Civil de São Paulo.

Entre os presos há três policiais civis, uma doleira e outros dois investigados. A ação ainda está em andamento.

A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, apura a participação de policiais, advogados e operadores financeiros.

De acordo com a decisão do juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, o grupo teria transformado delegacias especializadas em um centro de negociações para garantir a impunidade de criminosos. Entre as medidas autorizadas estão prisões preventivas, mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens e valores dos investigados.

O esquema funcionava, basicamente, de duas formas:

  • policiais pediam relatórios de inteligência financeira (RIFs) sobre potenciais alvos de cobrança de propina. A partir dos relatórios que recebiam, mandavam intimações e cobravam dinheiro para não dar andamento em investigações.
  • doleiros que tomavam conhecimento de investigações ofereciam propina para que os trabalhos parassem. Foram identificadas destruição de provas, como trocas de HDs apreendidos por dispositivos vazios.

A Secretaria da Segurança Pública foi procurada para comentar a operação, mas até a última atualização desta reportagem não havia se manifestado.

Esquema de lavagem

A investigação aponta que a organização criminosa utilizava métodos sofisticados para ocultar a origem de recursos ilícitos, incluindo o uso de empresas de fachada e a simulação de operações de importação.

Um dos pontos centrais do esquema seria a conversão de dinheiro em espécie em créditos de vales-refeição, operada por meio de estabelecimentos comerciais fictícios.

Os doleiros Leonardo Meirelles e Meire Poza, alvos da Operação Lava Jato, são apontados como operadores do grupo. Segundo o Ministério Público, a rede contava com a colaboração de agentes públicos para evitar fiscalizações e encerrar inquéritos após o pagamento de propina.

Meire é uma das presas na operação desta quinta. Também há um mandado de prisão contra Meirelles, mas ainda não foi localizado pelos agentes. Ele já era procurado em outro processo que já tinha condenação e não havia sido preso. A defesa deles não foi localizada pela reportagem.

Corrupção em departamentos de elite

O documento judicial detalha episódios de corrupção no Departamento de Investigações Criminais (Deic) e no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Em um dos casos relatados, investigados teriam tido acesso às dependências do DPPC para substituir um disco rígido (HD) apreendido por um dispositivo sem informações incriminatórias.

Também há menções a pagamentos de propina realizados no hangar do Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, e extorsões conduzidas no âmbito do 16º Distrito Policial (Vila Clementino). Em um dos episódios citados pela Promotoria, policiais teriam exigido R$ 5 milhões para não dar prosseguimento a um inquérito.

Foram decretadas as prisões de 13 investigados. A Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em 41 endereços ligados aos investigados e às empresas de fachada utilizadas pelo grupo. Os alvos incluem residências particulares, escritórios de advocacia e as sedes das delegacias onde os policiais investigados estavam lotados (DPPC, DEIC e 16º DP).

Decisão judicial

Ao fundamentar as medidas cautelares, o magistrado destacou o que classificou como “subversão ao dever funcional” por parte dos agentes envolvidos.

A decisão ressalta que a gravidade dos fatos e a reiteração das condutas justificam a intervenção judicial para interromper as atividades da organização.

Origem das investigações

A investigação que resultou na operação desta quinta é um desdobramento da Operação Recidere, deflagrada em 2023 contra um esquema bilionário de envio de dinheiro ilícito ao exterior.

Na época, os investigadores identificaram que os operadores do esquema movimentaram, em dois anos, R$ 4 bilhões por meio de dezenas de contas bancárias de empresas de fachada.

O grupo era composto pelos maiores doleiros do país, controlava pessoas jurídicas abertas em nome de “laranjas”, obtinha habilitação e fechava contratos de câmbio com base em faturas comerciais falsificadas para ocultar remessas de terceiros que queriam manter anonimato e driblar órgãos de controle.

O doleiro Leonardo Meirelles foi o principal alvo da Operação Recidere.

Depois da análise do conteúdo dos aparelhos celulares apreendidos, foi identificado que um grupo de operadores financeiros também estava envolvido em um grave esquema de corrupção envolvendo policiais civis de São Paulo, entre eles delegados e investigadores da ativa, que recebiam propina para obstruir investigações ou deflagraram ações para depois cobrarem dinheiro dos investigados.

Uma delas é a Operação Fractal, que revelou um esquema de lavagem de dinheiro, com uso de empresas de fachada que simulavam operações comerciais para mascarar a origem ilícita dos valores, além de se usar intermediários para comprar criptomoedas e outros ativos digitais para dificultar o rastreio do dinheiro.

Mas, no decorrer da investigação pela Operação Fractal foram apuradas tratativas ilícitas e atos de fraude processual por parte dos policiais civis, além de corrupção sistêmica, principalmente por parte de policiais vinculados ao Deic, ao DPPC e ao 16º Distrito Policial.

Os diálogos obtidos na análise dos celulares obtidos indicam a ocorrência de diversos atos de corrupção no âmbito do DPPC durante a investigação decorrente da Operação Fractal que acarretaram na frustração das investigações e na blindagem dos integrantes da organização criminosa investigada.

Fonte: G1

Agressão israelense ao Líbano provoca êxodo de mais de 80 mil pessoas

Exército israelense amplia pressão sobre áreas ao sul do rio Litani e força deslocamento da população

Milhares de pessoas no Líbano voltaram a deixar suas casas após o Exército de Israel emitir novas ameaças de evacuação para comunidades localizadas ao sul do rio Litani, região próxima à fronteira com Israel. O alerta ampliou o clima de insegurança e provocou uma nova onda de deslocamentos internos, com moradores buscando abrigo em áreas consideradas mais seguras.

Segundo informações divulgadas pela rede Al Jazeera, o aviso foi divulgado pelo porta-voz do Exército israelense e inclui moradores de várias localidades do sul do país. Desta vez, a comunicação mencionou explicitamente a cidade costeira de Tiro, uma das principais do sul libanês.

Tiro está localizada ao sul do rio Litani e, de acordo com relatos locais, parte da população permaneceu na cidade mesmo após o primeiro alerta emitido na noite anterior. A permanência de moradores pode explicar a intensificação dos ataques aéreos registrados posteriormente.

Bombardeios israelenses atingiram o centro da cidade no fim do dia anterior, em uma ofensiva que elevou o nível de tensão na região. Após os ataques, o Exército de Israel voltou a emitir novos avisos exigindo que a população deixe a área.

A agressão militar israelense já provocou um grande deslocamento interno no Líbano. Estima-se que mais de 80 mil pessoas tenham sido obrigadas a abandonar suas casas desde o início das ofensivas.

A situação humanitária tem se agravado rapidamente. Muitos deslocados estão dormindo ao ar livre, mantendo seus carros estacionados por perto enquanto aguardam condições mais seguras ou algum tipo de abrigo.

A rede de abrigos disponíveis no país não tem sido suficiente para atender ao fluxo crescente de pessoas em fuga. Entre os deslocados estão muitos moradores dos subúrbios do sul de Beirute, região que também tem sido alvo frequente de ataques israelenses.

Diante da intensificação dos bombardeios e das repetidas ameaças de evacuação, a população continua deixando áreas consideradas de risco, enquanto autoridades e organizações humanitárias enfrentam dificuldades para lidar com o aumento rápido do número de pessoas deslocadas.

Fonte: Brasil 247

Daniel Vorcaro, responsável por desvios bilionários, é preso novamente pela PF

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (4) o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, durante a terceira fase da operação Compliance Zero. A nova etapa da investigação mira um esquema de fraudes financeiras e tem como alvo, além de Vorcaro, há mandados de prisão contra outras três pessoas ligadas ao caso. Também estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Tanto as prisões como as buscas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal

As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

A operação é um desdobramento das investigações que apuram irregularidades na estrutura financeira do Banco Master e na negociação de ativos suspeitos utilizados para captação de recursos no mercado.

Segundo investigadores, as apurações apontam para a existência de um conjunto de operações que teriam sido utilizadas para inflar artificialmente resultados financeiros e sustentar captações de recursos junto a investidores.

A terceira fase da operação ocorre após etapas anteriores que já haviam levado à apreensão de celulares, documentos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.

A Polícia Federal também cumpre medidas judiciais relacionadas ao caso contra outros investigados. Além de Vorcaro, outras três pessoas — cujas identidades ainda não foram divulgadas — são alvo da operação e são apontadas pelos investigadores como integrantes do núcleo operacional das supostas irregularidades.

.As investigações continuam em andamento e novas diligências não estão descartadas.

Fonte: ICL

Trabalhadores do campo ocupam MDA e ruas de Maceió por reforma agrária

Prédios do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) foram ocupados em Maceió.

Representação dos movimentos de luta pela terra em Alagoas ocuparam, no dia 01/03, o prédio onde funcionam o Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), na Avenida Fernandes Lima, em Maceió.

A ação cobra do Governo Federal maior celeridade na resolução das demandas para o avanço da reforma agrária no estado, em especial no que diz respeito às áreas da massa falida do Grupo João Lyra, que vivem sob ameaça de despejo.

As organizações demandam a desapropriação e compra imediata das usinas Laginha e Guaxuma e a suspensão de todos os despejos no estado.

Manifestações de ruas estão programadas enquanto durar a ocupação.

Fotos: Ricardo Marques

Fonte: Redação com Assessoria MST/AL

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