ONU condena Israel por reter 6 mil caminhões de alimentos e matar de fome as crianças de Gaza

“As pessoas em Gaza não estão vivas nem mortas, são cadáveres ambulantes”, afirmou o comissário geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Philippe Lazzarini, repercutindo a denúncia de funcionários da ONU presentes no enclave palestino. “A situação nunca esteve tão grave”, frisou Lazzarini

O Comissário-Geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Philippe Lazzarini, denunciou o governo de Israel por deter 6.000 caminhões de ajuda humanitária na fronteira com o Egito e agravar a fome na Faixa de Gaza.

“As pessoas em Gaza não estão vivas nem mortas, são cadáveres ambulantes”, afirmou o comissário geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Philippe Lazzarini, repercutindo a denúncia de funcionários da ONU presentes no enclave palestino. “A situação nunca esteve tão grave”, declarou Lazzarini, frisando que o número de mortes cresce e aumenta a cada dia.

Mais de dois milhões de pessoas padecem com a falta de acesso a alimentos suficientes e outros itens essenciais para a subsistência após 21 meses do atual cerco sionista, responsável, conforme a Organização Mundial da Saúde, por tamanha dor. De acordo com organizações internacionais, as distribuições de ajuda permitidas em Gaza  “são, em média, de apenas 28 caminhões por dia”.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, assinalou que as autoridades israelenses agem de forma desumana ao não conceder as autorizações para que a equipe da organização tenha acesso à ajuda, muito menos para coletá-la e distribuí-la. “A travessia de Kerem Shalom [onde os caminhões estão localizados] não é um self-service do McDonald’s, onde simplesmente paramos e pegamos o que pedimos”, protestou Dujarric.

Um médico entrevistado pela BBC em Gaza disse que os palestinos “não estão perto da fome, a estamos vivendo, com a fome em todas as partes”.

Diante do agravamento da situação, mais de 100 organizações internacionais lançaram um manifesto esta semana responsabilizando Israel pela fome em massa.

Agências de notícias como AFP, AP e Reuters advertiram que jornalistas em Gaza correm o risco de morrer de fome: “Agora eles enfrentam as mesmas circunstâncias desesperadoras daqueles que cobrem”.

Sem alimentos, água potável, assistência médica ou remédios, os profissionais de imprensa também se encontram à beira de uma catástrofe humanitária. O coordenador clínico da Médicos Sem Fronteira (MSF), Mohammed Abu Mughaisib, enfatizou “ser esta a primeira vez que testemunhamos uma prevalência tão grave de casos de desnutrição em Gaza”. “A fome poderia acabar amanhã se as autoridades israelenses permitissem a entrada suficiente de alimentos”, reiterou.

A ONU assinala que aproximadamente 87,8% de Gaza está sob ordens de evacuação do governo de Benjamin Netanyahu ou localizada em zonas militarizadas israelenses, deixando os cerca de 2,1 milhões de habitantes confinados em aproximadamente 46 quilômetros quadrados. A parte principal está sendo reservada por Trump e Netanyahu para a construção de um resort às margens do Mediterrâneo.

Desde o início da agressão israelense de 7 de outubro de 2023, os bombardeios chacinaram mais de 59.000 pessoas, incluindo mais de 17.000 crianças, e feriram 142.000, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

Fonte: Hora do Povo

Caiado, Ratinho, Tarcísio e a eterna submissão da elite à potência estrangeira

Em evento recente, governadores da direita – quer dizer, da extrema-direita envergonhada –, criticaram a postura do presidente Lula diante do ataque de Donald Trump à soberania brasileira. Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas defenderam que o chefe de Estado e chefe de governo do Brasil se curve à chantagem do laranjão do norte.

A defesa à submissão, travestida de “ações efetivas para resolver o problema”, ocorreu em 26 de julho, durante a Expert XP, um tipo de rentista fest, onde as figuras que lucraram com a miséria do povo – através da desindustrialização e de juros abusivos – se encontram para se vangloriar de sua riqueza e expertise em acumular dinheiro sem produzir um botão sequer.

Nos títulos dos veículos da mídia hegemônica, a ênfase de que os três fascistoides envergonhados foram aplaudidos após a ode ao viralatismo brasileiro. Nada mais natural, já que a classe dominante brasileira é antinacional e, portanto, seus vassalos também o são.

O que os três candidatos a sobressalente de Bolsonaro não falaram, nem ao menos os mediadores do rentista fest, foi que o Estado brasileiro busca negociar com os Estados Unidos desde o anúncio de tarifa em 10%, ainda em abril, mas a Casa Branca não tem respondido às tratativas brasileiras.

O que os três patetas de calças arriada – e tantos outros por aí – querem? Que Lula vá à Casa Branca e seja humilhado por Trump? Todo mundo sabe que Lula não aceitaria a humilhação pública e reagiria na hora. Daí, construiriam a narrativa de que Lula não tem resistência emocional.

O golpe tá aí, cai quem quer.

Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas são parte do problema que gerou os ataques de Trump à soberania brasileira, uma vez que sempre fizeram parte desse neonazifascimo abrasileirado do século 21 que começou a pôr a cara nas ruas ainda em 2013, subiu ao pico da montanha em 2018 e tensiona a população brasileira desde então.

Tarcísio, de tão ignóbil, chegou a festejas as novas tarifas de 50% a produtos brasileiros com videozinho nas redes sociais colocando o boné de Trump. Se fosse postagem em plataformas 18+, poderia ser um vídeo dele lambendo as “tangerinas” de Donald Trump.

O governo Lula jamais se negou a negociar as tarifas com os Estados Unidos, mas não admite pôr na mesa a soberania do Brasil, ainda mais porque a economia brasileira não é refém das relações comerciais com os Estados Unidos.

Ah, tem um aspecto que é sempre fundamental frisar: as tarifas em si não são um ataque à soberania brasileira. Qualquer país pode impor ou retirar tarifas quando bem entender. O ataque de Trump à soberania brasileira vem das condicionantes oficiais do tal tarifaço: que o Poder Judiciário brasileiro pare o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, e que Lula faça isso.

Além de intromissão em assuntos internos, o laranjão do norte que Lula agindo como um ditador.

Isso não vai ocorrer e Jair Bolsonaro será julgado, condenado e preso, assim como seus comparsas.

Mas voltando aos três aspirantes a “neoJair”, eles reacenam ao rentismo para reafirmarem que se um deles disputar a Presidência da República em 2026, podem ficar tranquilos porque são de confiança. As falas também se direcionam aos setores mais atingidos pelo tarifaço, cujos empresários, como todo capitalista brasileiro, tem o horizonte curto, limitado, ao “dia de amanhã”, quase literalmente.

O Brasil não vê nessas discussões, os setores atingidos pelo tarifaço falarem em investir mais no mercado interno, por exemplo, pois isso significaria, entre outras coisas, bons salários aos trabalhadores. Mas há também o fator cultural: a classe dominante brasileira jamais se livrou dos valores da escravidão. Jamais. Por isso, sempre há chilique quando se fala em aumento salarial. E é justamente por sermos visto como indignos, tal qual os escravizados eram alguns séculos atrás, é que nós, os trabalhadores, não somos público consumidor deles.

Sempre quando vemos uma embalagem com a expressão “tipo exportação” nela, saibamos que ali tem o melhor produto daquele fabricante. O que fica para nós é o resto. Para a classe dominante, o povo brasileiro não é digno de consumir seus melhores produtos. É ódio de classe na veia.

Fiz essa pequena volta para ilustrar/explicar um dos elos de nossa sociedade que no enfraquece em momentos como este e o por quê de Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas falarem as tais bobagens na Expert XP: porque tem eco, aceitação, naturalização. A subserviência à potência estrangeira da vez é da natureza da classe dominante brasileira.

Se nossa classe dominante fosse minimamente patriota, primeiro que não teríamos parlamentares eleitos defendendo os ataques à soberania brasileira, e não haveria quem se sinta confortável com as calças arriadas diante dos Estados Unidos.

No fim das contas, é disso que se trata. Trump não é eterno e o Brasil não é uma republiqueta. Essa é a equação. Negociar, sim. Baixar a cabeça para um velho com rompante ditatorial, jamais.

Os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, cujo peso nas exportações representou ao final de 2014, cerca de 11%. À frente estão China, com 33,4% e União Europeia, com 17,79%. Em termos de PIB, as exportações aos Estados Unidos representam cerca de 1,5%.

Ou seja, apesar do tranco, o Brasil tem plenas condições de viver sem os Estados Unidos, ainda mais diante da excelente relação com outros países. Só a Organização Mundial do Comércio (OMC), 40 nações aliaram-se ao Brasil e teve até gente levantando a hipótese de expulsar os Estados Unidos do grupo.

Outro fator que, mesmo tacitamente, desmonta a ode à submissão de Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas é que Trump sempre recua. Sempre, sem exceção. Inclusive isso é algo admitido por ele. Em livro, ele ressaltou sua tática de blefar, espernear, abrias as penas do rabo de pavão para pôr medo e depois negociar em melhores condições.

OK, mas ele fará isso com o Brasil?

Tudo indica que sim. Vejamos.

Os produtos brasileiros mais atingidos pelo tarifaço de Trump impactam o dia a dia do estadunidense médio: suco de laranja, café e carne que, no caso, é que ele fazem hambúrguer. Quem pagará a conta serão eles com o aumento de 50% nos preços.

Segundo, a reação interna ao ataque ao Brasil é enorme, de veículos de imprensa a influenceres daquele país, as pancadas em Trump por isso não param. Inclusive, ressaltando que ele abriu mão de 300 milhões de estadunidenses “por um brasileiro corrupto que tentou dar golpe de Estado”.

Terceiro, sua popularidade está em baixa e em 2026 serão realizadas as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos com Trump correndo o sério risco de perder a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado. Pragmaticamente, ele terá que escolher se quer seguir tarifando o Brasil sob o argumento do caso Bolsonaro ou vencer a eleição.

Quarto, esse movimento nos joga ainda mais para a relação com o BRICS, em especial a China e, eleitoralmente falando, fortalece a esquerda e o campo democrático no Brasil. Quanto mais Trump se mete aqui – de novo, eleitoralmente falando – melhor para nós.

Esses são algumas das razões por que as falas de Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas não passam de um monte de besteira antinacional, bem ao gosto da classe dominante brasileira.

BATATAS DE PICANHA!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceio, 27 de Maio/ 2025

O Brasil tupiniquin ta uma loucura, continuamos de olhos arregalados assistindo os devaneios produzidos pela extrema direita que trabalha incansavelmente contra a patria, patria essa com a maioria de pessoas pobres e que sempre serão as mais afetadas pelo trabalho sujo que ta em curso fora do país ao ponto de influenciar na mesa de casa cidadão que de fato produz em nossa terra.
Por coincidência, essa Reflexão exposta hoje, 27 de Julho remete a um fato que ocorreu em 27 de Julho de 1890, onde um dos maiores artistas do mundo atira em seu próprio corpo ou para alguns, foi alvejado por desconhecidos, morrendo dois dia depois. Esse artista atende pelo nome de Vincent Willem Van Gogh. Mas o que isso tem a ver com as incursões da familicia nos EUA contra o Brasil? Tudo, desde que tenhamos como base uma das suas maiores obras; Os Comedores de Batata.

O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e com a taxação de 50% imposta pelo Trump o país pode reinaugurar um quadro que havia sumido das galerias nos últimos dois anos em que retratava famílias comedoras de pele de frango, centenas de pessoas buscando ossos na fila do açougue e saques coodenados ao caminhão de lixo em plena luz do dia.
O quadro de Van Gogh é a pintura ideal daqueles que lutam para que o país onde nasceram volte ao mapa da fome, levando famílias inteiras à uma mesa para se alimentarem de batatas, somente batatas.

Ja ficou claro que uma banda abstrata de parlamentares perdeu a noção ou estão bem afinados, cientes e conscientes que defender os EUA gera votos, gera likes nas redes, gera fama e fome com um surrealismo inacreditável.
Essa semana, nem Van Gogh no auge da sua tormenta mental conseguiria fazer uma arte em um quadro com o retrato do Presidente Trump dentro do Congresso brasileiro, mas aqui pintaram. Nem Van Gogh em seus frenéticos dias descansando em seu Quarto em Arles retrataria com tanta textura numa tela com os parlamentares bolsonaristas em frente a Suprema Corte do país acampados em barracas de lona, mas aqui pintaram em óleo, óleo de peroba, claro! Nem Van Gogh teria a coragem de colocar os seus Sapatos e embarcar para outro pais numa perspectiva de pintar o 7 contra a economia do próprio berço, mas Eduardo Bolsonaro calçou e tem gastado muita sola, com um único objetivo de livrar seu pai da cadeia e fazer o povo voltar a comer apenas batatas, apenas batatas. Nem Van Gogh nos mais belos campos de girassois exporia seu alto retrato como salvador da patria, mas o que mais estamos vendo é a extrema direita posar para selfies num enquadramento imperfeito, pois ao fundo só se vê a bandeira americana e nenhum girassol sequer.

Pra finalizar; depois de dias sendo atormentado pela gringa, Lula trabalha incessantemente para que os brasileiros possam ter uma Noite Estrelada, sem ilusões, sem preocupações futuras, sem taxas ou embargos. Lula é o neo realismo e ao mesmo tempo a vanguarda da política mundial, ta no caminho certo, inaugurando obras, investindo em programas sociais e se colocando como candidato que vai “matar” o bolsonarismo nas urnas em 2026. Vamos aguardar e ver se o Nine pinta o quarto quadro de sucesso da sua vida e continue usar as batatas na mesa apenas como acompanhamento da picanha.

Ta confusa a Reflexão, mas Van Gogh também é!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 241

Moraes expulsa deputado bolsonarista de acampamentos na Praça dos Três Poderes

Helio Lopes (PL) acampou no local por Jair Bolsonaro ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de acampamentos e qualquer tipo de obstrução na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O local, símbolo do poder político nacional, abriga as sedes dos três poderes da República: o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto (Executivo) e o STF.

A decisão foi tomada no contexto do inquérito das fake news e serviu como base legal para a retirada do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia instalado uma barraca na praça na sexta-feira (25).

Ele deixou na madrugada deste sábado (26) o acampamento que havia montado horas antes na Praça dos Três Poderes. A saída ocorreu por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ordem de remoção, Moraes enfatizou que a Praça dos Três Poderes é uma área de segurança institucional e não poderá ser usada como cenário de manifestações que possam intimidar ministros do Supremo — especialmente em um momento em que os julgamentos dos envolvidos na tentativa de golpe estão em andamento.

O ato ocorreu em meio ao processo no qual Bolsonaro e ex-assessores são réus no Supremo, acusados de tentativa de golpe de Estado. Há uma semana, Moraes determinou que o ex-presidente utilizasse tornozeleira eletrônica, a fim de evitar possível fuga do país.

O protesto atraiu a presença de apoiadores, incluindo o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO). O grupo chamou atenção das autoridades, levando ao reforço da segurança na área com grades de contenção e a presença de equipes da Força Nacional, da PM do Distrito Federal e do DF Legal.

Hélio Lopes é militar do Exército e amigo pessoal de Jair Bolsonaro. A proximidade fez com que fosse eleito deputado federal pela primeira vez em 2018, quando o amigo se elegeu presidente. Na urna, ele usou o nome de Hélio Bolsonaro.

Durante o governo do aliado, Hélio era figura frequente em agendas públicas de Bolsonaro –que frequentemente usava a proximidade com ele para se defender de acusações de racismo.

Governador do DF notifica bolsonaristas

Durante a madrugada, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi pessoalmente à praça para notificar os manifestantes, após ter sido intimado por Moraes a cumprir uma ordem de desocupação relacionada ao inquérito das fake news.

Vale lembrar que, em 2023, Ibaneis chegou a ser afastado do cargo por 90 dias por decisão do próprio Moraes, sob a acusação de omissão durante os ataques de 8 de janeiro.

Neste sábado, acompanhado do secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, o governador conversou com os parlamentares e seus advogados. Após a leitura da decisão judicial, os deputados concordaram em deixar o local de forma pacífica.

Em vídeo gravado na praça, Chrisóstomo declarou:

“Recebemos uma intimação, entregue pessoalmente pelo governador do DF, com ordem do ministro — que todos já conhecem — para desocupação. Estamos aqui com o Hélio Negão também. Vamos conversar com nosso desembargador e advogado. Somos obedientes, mas seguiremos orientação jurídica.”

Fonte: ICL

Colômbia ordena bloqueio total de exportações de carvão para Israel

Presidente Gustavo Petro deu um recado claro: “Nem uma única tonelada”

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou à Marinha que intercepte e bloqueie qualquer embarque de carvão destinado a Israel, em resposta ao que classificou como guerra genocida conduzida por Tel Aviv contra a Faixa de Gaza. Petro também criticou duramente membros de seu próprio governo por desrespeitarem a medida que ele decretou contra o regime israelense.

Em maio, Petro anunciou o rompimento das relações diplomáticas com Israel, denunciando o governo israelense como genocida. No mês seguinte, declarou a suspensão total das exportações de carvão ao país. Em publicação nas redes sociais à época, afirmou que as exportações cessariam “até que o genocídio seja interrompido”.

A proibição formal de exportações de carvão colombiano para Israel foi instituída em agosto de 2024. No entanto, o governo permitiu exceções limitadas para embarques que já haviam sido aprovados anteriormente ou liberados pela alfândega.

Nos últimos dias, o presidente intensificou as críticas a integrantes de sua administração que, segundo ele, continuaram a autorizar envios, violando a determinação oficial. Na quinta-feira, Petro denunciou publicamente mais um embarque de carvão com destino a Israel e anunciou que a Marinha será encarregada de impedir qualquer novo envio.

“Nem uma única tonelada de carvão deve sair da Colômbia para Israel”, declarou.

Segundo Petro, pressões empresariais estariam por trás das autorizações ilegais, facilitadas por atores internos. Indignado, ele advertiu: “Se não nos escutam, então este governo é mentiroso”, apontando insubordinação e sabotagem institucional.

O presidente também criticou publicamente as empresas envolvidas, responsabilizando-as por violar a ordem de suspensão. Ele convocou a sociedade colombiana a se engajar no debate sobre as exportações de carvão e pediu à ministra do Trabalho, Gloria Inés Ramírez, que promova um diálogo emergencial com os sindicatos do setor.

Gustavo Petro, eleito em 2022, tem se destacado como um dos mais contundentes críticos da política israelense na América Latina desde o início da guerra em Gaza, onde cerca de 60 mil palestinos já foram mortos.

A postura do presidente colombiano tem provocado forte reação de autoridades israelenses e grupos de lobby pró-Israel. Em abril de 2024, a Colômbia solicitou à Corte Internacional de Justiça (CIJ) a adesão ao processo movido pela África do Sul contra Israel por genocídio. (Com informações da PressTV).

Fonte: Brasil 247

General que admitiu plano para matar Lula, Alckmin e Moraes deve ser expulso das FAs

Em depoimento prestado na quinta-feira, 24, o general Mário Fernandes, responsável executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro, admitiu o plano digitalizado no Palácio do Planalto para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

O Plano foi batizado de “Punhal Verde e Amarelo” e na audiência o general destaca que hoje se arrepende de ter digitalizado “o pensamento” dele. O ex-secretário-geral do governo Bolsonaro é um dos investigados na tentativa de golpe de Estado no País.

Ao ser questionado sobre a autoria do texto do planejamento, Fernandes confirmou que o “arquivo digital” em que o intuito é explicitado “nada mais se trata do que um pensamento” dele que teria sido digitalizado. Disse ainda que “eu imprimi para não forçar a vista e logo depois eu rasguei”.

Ainda no depoimento o general declarou que chegou a ir entre cinco e sete vezes aos acampamentos em frente aos quartéis, onde manifestantes pediam intervenção militar. Segundo ele, era “uma festa cívica” composta por pessoas “humildes”

Alta fonte do meio militar considera provável a expulsão do general Mario Fernandes.

Fonte: Redação com É Assim

Situação análoga à escravidão: trabalhadores são resgatados no PR e na PB

Paraguaios são resgatados de condições análogas à escravidão e homem suspeito de aliciá-los é preso, no Paraná

Ministério Publico do Trabalho e Polícia Federal resgataram 18 trabalhadores que prestavam serviços na colheita de mandioca, em uma propriedade em Perobal, no noroeste do Paraná.

O  Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF) resgataram 18 paraguaios em condições análogas à escravidão. Os trabalhadores prestavam serviços na colheita de mandioca em uma propriedade na área rural de Perobal, no noroeste do Paraná.

Um homem suspeito de aliciá-los foi preso. A operação, realizada na quarta-feira (23), também teve o apoio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

O MPT informou que soube da situação por meio de uma denúncia e apurou que os trabalhadores eram aliciados no interior do Paraguai e vinham para o Brasil em um taxi custeado pelo empregador. Em seguida, o valor do transporte era descontados dos primeiros salários dos imigrantes.

No local, as equipes constaram que os paraguaios viviam em condições precárias e ilegais.

Com a chegada das equipes, os trabalhadores manifestaram interesse em voltar ao Paraguai. Eles foram levados de ônibus até Umuarama, que fica na mesma região, e estão acolhidos temporariamente na Associação de Apoio à Promoção Profissional (APROMO).

O responsável pela fazenda foi preso em flagrante e vai responder pelo crime de redução de pessoas à condição análoga à de escravo. Segundo a PF, a investigação vai continuar para apurar possíveis conexões com outras propriedades e a existência outros aliciadores.

Mais de 100 trabalhadores são resgatados em situação análoga à escravidão na Paraíba

Uma operação conjunta resgatou 112 trabalhadores em condições análogas à escravidão nesta quarta-feira (23), em obras de edifícios nas cidades de João Pessoa e Cabedelo, na Paraíba. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), o número de trabalhadores resgatados em 2025 soma o total de 225, um crescimento de 324% em relação à 2024.

Conforme o MPT, os resgatados trabalhavam em obras de oito empresas e vinham de pelo menos 20 municípios do interior da Paraíba e ainda dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Os trabalhadores eram mantidos em alojamentos precários, onde dormiam em beliches ou colchões no chão, em condições sanitárias insalubres.

“Foram encontrados 112 trabalhadores em situação análoga à escravidão, em condições degradantes de trabalho. Eram situações em que não havia fornecimento de comida suficiente. Muitas vezes, esses trabalhadores recebiam um ovo de café da manhã por dia, não tinham direito a jantar, nem direito à proteína”, afirmou Laura Valença, procuradora do Trabalho.

A ação foi realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF).

A procuradora explica que após as condições de trabalho vivenciadas pelos trabalhadores serem verificadas, ficou comprovado, com base em requisitos legais, de que a situação trabalhista era análoga à escravidão.

“Muitas vezes, as pessoas têm essa ideia de que a escravidão contemporânea se confunde apenas com a situação de cerceamento de liberdade, seja por retenção de documento, seja por servidão por dívida. Mas o que a gente encontrou nessa operação diz respeito a uma outra situação que também é de condição análoga à escravidão, que é exatamente essa condição degradante de trabalho que avilta a dignidade do trabalhador”, ressaltou a procuradora.

Empresas responsáveis pelas obras firmam ajuste de conduta

De acordo com a auditora fiscal do Trabalho, Gislene Stacholski, oito empresas foram notificadas após o resgate dos trabalhadores, que devem receber verbas rescisórias e seguro especial durante três meses.

“Ao todo, foram oito empresas com trabalhadores resgatados e todas elas foram notificadas, vieram até nós, fizeram o afastamento dos trabalhadores e, além disso, outros desdobramentos ainda vão ser realizados. Vão ser lavrados autos de infração contra os empregadores e daí vai ser dado continuidade dos trabalhos nas outras instituições que participaram da operação”, acrescentou a auditora fiscal.

Representantes das oito empresas notificadas foram ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho. Segundo a procuradora Laura Valença, cinco das oito empresas firmaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), se comprometendo a corrigir as irregularidades e a pagar danos morais coletivos e danos morais individuais aos trabalhadores.

“Os procedimentos relativos às três empresas que não aceitaram firmar TAC serão encaminhados para a adoção das medidas judiciais cabíveis”, informou.

Autos de infração serão lavrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que fica responsável por aplicar as multas administrativas aos empregadores, além de providenciar as rescisões e pagamentos das verbas rescisórias dos trabalhadores resgatados, com acompanhamento da Defensoria Pública da União (DPU).

“O Ministério Público Federal vai se encarregar da parte criminal para responsabilizar os empregadores. E o Ministério Público do Trabalho vai buscar no âmbito trabalhista responsabilizar esses empregadores, seja por meio da celebração de um TAC no âmbito extrajudicial com pagamento de indenização a título de dano moral coletivo, ou por meio do ajuizamento de ações civis públicas perante a Justiça do trabalho”, informou a procuradora Laura Valença.

Fonte: G1

Mais de 140 países já reconhecem o Estado Palestino

França anuncia apoio oficial em setembro e se junta à maioria da ONU; reconhecimento global cresce

Em meio a uma nova onda de apoio internacional à causa palestina após a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e na Cisjordânia em outubro de 2023, o número de países que reconhecem oficialmente o Estado da Palestina chega a 147 dos 193 membros da Organização das Nações Unidas (ONU). A França, primeira entre os países do G7 a dar esse passo, confirmou que fará o reconhecimento formal em setembro deste ano.

O movimento francês não é isolado. Em 2024, várias nações – entre elas Jamaica, Trinidad e Tobago, Barbados, Bahamas, Armênia e Noruega – somaram-se à crescente lista. No bloco europeu, Espanha, Irlanda e Eslovênia se uniram à Suécia, que já havia reconhecido o Estado Palestino em 2014. Outros países do Leste Europeu, como Polônia, Bulgária e Romênia, o fizeram antes mesmo de integrarem a União Europeia, ainda em 1988.

Um movimento histórico – O reconhecimento da Palestina como entidade soberana teve um marco em 15 de novembro de 1988, quando Yasser Arafat, então líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), proclamou a independência do território, com Jerusalém como capital. A Argélia foi a primeira a reconhecer oficialmente o novo Estado, sendo seguida imediatamente por dezenas de países. Ao final do século 20, mais de 100 Estados já haviam aderido ao reconhecimento.

Na América Latina, entre 2009 e 2011, Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Chile, Peru, Uruguai e Venezuela também reconheceram a Palestina. Em 2013, o Vaticano – embora não seja membro da ONU – também declarou seu reconhecimento, reforçando o apoio à autodeterminação do povo palestino.

O caso mais recente: México – O exemplo mais recente veio do México. Em 21 de março de 2025, a presidente Claudia Sheinbaum oficializou o reconhecimento do Estado Palestino e recebeu, em solenidade oficial, a embaixadora da Autoridade Palestina, Nadya Rasheed.

Apesar do amplo apoio internacional, a Palestina ainda não é membro pleno da ONU. Em 2012, foi aceita como “Estado observador não membro”, uma condição simbólica, mas que não garante representação plena. Para uma adesão completa, é necessário o aval do Conselho de Segurança da ONU – onde os Estados Unidos já vetaram várias propostas nesse sentido, bloqueando o avanço diplomático.

Além dos EUA, outros 45 países não reconhecem oficialmente o Estado Palestino. Entre eles estão Canadá, Austrália e membros da União Europeia como a Itália (atualmente sob governo de extrema direita). Embora apoie a chamada “solução de dois Estados”, o governo italiano defende que o reconhecimento palestino deva ocorrer em paralelo com o reconhecimento palestino do Estado de Israel.

Fonte: Brasil 247

França anuncia reconhecimento do Estado palestino

Emmanuel Macron disse ontem que a França reconhecerá o Estado palestino durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.

“Fiel ao seu compromisso histórico com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, decidi que a França reconhecerá o Estado da Palestina”, escreveu na rede social X.

Com a decisão, a França se tornará o maior país europeu e o primeiro do G7 a reconhecer o Estado palestino. A medida já foi tomada por mais de 140 países, incluindo o Brasil, mas não pelos EUA e seus aliados como Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão e Canadá.

Segundo a BBC, o gesto de Macron ampliou a pressão dentro do Partido Trabalhista britânico para que o primeiro-ministro Keir Starmer siga pelo mesmo caminho.
O Hamas classificou a decisão de Macron como um “passo positivo”. O movimento também foi elogiado pela Autoridade Palestina, que administra parte dos serviços civis na Cisjordânia, ocupada por Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ontem que o reconhecimento do Estado palestino “recompensa o terror” e é uma ameaça existencial para Israel.

Fonte: Uol

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