Inscrições para o concurso da Uneal seguem até o dia 03 de agosto

As inscrições para o concurso para docente efetivo da Universidade Estadual de Alagoas que começaram no dia 30/06, seguem até o dia 03 de agosto do ano corrente. Os interessados deverão inscrever-se exclusivamente online, no endereço indicado em https://uneal.edu.br/concurso/docente/category/2345-docente.

A Comissão Organizadora disponibilizou no link acima citado um passo a passo para o candidato realizar sua inscrição. O documento contém desde o endereço de inscrição, o preenchimento do formulário até a geração e impressão do boleto de pagamento da taxa de inscrição, requerimentos para Isenção do Pagamento da Taxa de Inscrição e Atendimento Especial no Portal do Candidato.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 250,00. O prazo para solicitação de isenção ocorre de 30 de junho a 06 de julho, conforme cronograma do edital. É importante que os comprovantes de inscrição e de pagamento sejam mantidos em poder do candidato e apresentados quando solicitado.

A Uneal disponibilizará em seus campi, espaço destinado à inscrição de candidatos, com equipes de orientação e computadores. 

Mais informações sobre o certame, inclusive o edital na íntegra, estão disponíveis no endereço eletrônico: https://uneal.edu.br/concurso/docente/category/2345-docente.

Sobre o concurso

Serão ofertadas 127 vagas para o cargo de Professor, da Carreira do Magistério Superior, nível Assistente – II, Classe A, das quais 118 vagas para 40 horas semanais e nove vagas para Dedicação Exclusiva, distribuídas entre os 36 cursos da instituição dos seis campi localizados nos municípios de Arapiraca, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos, União dos Palmares e Maceió.

O concurso terá três fases: na 1ª fase será a Prova Escrita de Conhecimentos Específicos; na 2ª fase, Prova de Desempenho Didático; e na 3ª fase, a Prova de Títulos.

Fonte: Uneal

Deltan Dallagnol é condenado a pagar R$ 135 mil a Lula por danos morais

Decisão do TJ de São Paulo determina quitação em até 15 dias; ação decorre de apresentação do PowerPoint durante a Lava Jato

O ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) foi condenado a pagar R$ 135 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por danos morais decorrentes da apresentação do famoso PowerPoint da Lava Jato, em 2016. A ordem de pagamento foi expedida pelo juiz Carlo Brito Melfi, do Tribunal de Justiça de São Paulo, na última sexta-feira (25) e divulgada nesta segunda-feira (28) pela Sputnik.

A decisão estipula que Dallagnol tem até 15 dias para efetuar o pagamento. Caso descumpra o prazo, ele poderá ser penalizado com multa de 10% sobre o valor total e, ainda, com honorários advocatícios adicionais de 10%. O valor originalmente fixado era de R$ 75 mil, conforme decisão de março de 2022 da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi reajustado com correção monetária e juros. A condenação é definitiva, sem possibilidade de recurso, embora o ex-procurador possa contestar a forma de cálculo do valor atualizado.Play Video

Apresentação ofensiva e politicamente orientada

A indenização tem origem em uma coletiva de imprensa concedida por Dallagnol em setembro de 2016, quando ele ainda coordenava a força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal. Durante a apresentação da denúncia contra Lula no caso do tríplex do Guarujá, o então procurador utilizou um slide em PowerPoint que colocava o nome do ex-presidente no centro, cercado por expressões como “petrolão + propinocracia”, “governabilidade corrompida”, “perpetuação criminosa no poder”, “mensalão”, “enriquecimento ilícito” e “maior beneficiado”.

O material, amplamente divulgado na época, foi considerado um ataque à honra de Lula, além de servir como peça simbólica de um processo de lawfare – o uso político e abusivo do sistema judicial para perseguição de adversários. Em abril de 2024, o Supremo Tribunal Federal confirmou a condenação de Dallagnol por danos morais, reforçando o entendimento de que houve abuso de poder por parte do procurador.

Lawfare e parcialidade judicial reconhecidos pelo STF

A acusação apresentada com base na apresentação de Dallagnol resultou na primeira condenação de Lula, proferida pelo então juiz federal Sérgio Moro, com pena de nove anos e seis meses de prisão. O ex-presidente ficou detido por 580 dias, até que, em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a parcialidade de Moro e anulou todas as condenações no âmbito da Lava Jato. A Corte apontou que Moro atuou de forma suspeita na 13ª Vara Federal de Curitiba e estabeleceu que houve conluio com membros da acusação, como Dallagnol, comprometendo o direito de defesa de Lula.

A sentença contra Dallagnol representa mais um marco na responsabilização dos agentes que instrumentalizaram o sistema de justiça para fins políticos. O episódio do PowerPoint se tornou um símbolo internacional do lawfare e da erosão do Estado de Direito no Brasil durante os anos da Lava Jato.

Desdobramentos políticos e jurídicos

Com a condenação transitada em julgado, Dallagnol acumula derrotas judiciais e políticas. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral já havia cassado seu mandato como deputado federal por fraudes processuais cometidas durante sua saída do Ministério Público. Agora, a obrigação de indenizar Lula reforça o cerco jurídico em torno do ex-procurador, que perdeu credibilidade pública e enfrenta restrições políticas.

Enquanto isso, Lula reassumiu a Presidência da República com plenos direitos políticos e reconhecimento internacional, após ter sido vítima de um dos mais graves episódios de perseguição judicial já registrados no país. A condenação de Dallagnol confirma a virada institucional que busca reparar os abusos cometidos em nome do combate à corrupção — abusos que, na prática, serviram como instrumentos de desestabilização política e econômica do Brasil.

Fonte: Brasil 247

Empresa de senador do PP recebeu R$ 656 mil em emendas da própria bancada

Uma empresa de segurança privada que tem o senador Laércio Oliveira (PP-SE) como sócio foi beneficiada com R$ 656 mil de emendas parlamentares. Os recursos foram indicados pela bancada de Sergipe, da qual ele faz parte.

O que aconteceu

A Franca Vigilância, sediada em Aracaju, recebeu a verba em 2022 e 2024. No caso das emendas de bancada, os recursos do Orçamento são indicados de forma coletiva por parlamentares do mesmo estado. A bancada de Sergipe tem três senadores e oito deputados.

Laércio Oliveira é sócio da Franca Vigilância desde 2016. Há outros quatro sócios, incluindo o empresário Antonio Fernando Pereira de Carvalho, segundo suplente do senador.

A empresa presta serviço para uma estatal. Segundo o Portal da Transparência, as emendas foram usadas para bancar a segurança armada da coordenadoria estadual do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas), vinculado ao Ministério da Integração. A Franca venceu uma licitação do órgão e firmou contrato em 2019, prorrogado até outubro de 2025.

Líder da bancada de Sergipe, o senador Alessandro Vieira (MDB) afirmou que a indicação não prevê a contratação desse tipo de serviço. As emendas foram apresentadas para apoio a projetos de desenvolvimento sustentável local integrado que, na prática, inclui aquisição de maquinário e implementação de infraestrutura. “Reforçamos que, dentro dessa ação orçamentária, não há possibilidade de contratação de serviço de vigilância”, disse em nota.

Vieira explica que as emendas foram apresentadas na modalidade de aplicação direta. Sendo assim, o Dnocs seria o responsável pela execução dos recursos. “O órgão pode utilizar uma porcentagem do valor total da emenda como forma de auxiliar na administração do recurso (análise de projetos, fiscalização, medição de obras etc.). Essa etapa não compete à bancada autora da emenda”.

A princípio a lei proíbe que deputados e senadores firmem contratos com empresas públicas. Porém, há uma brecha que permite a prática desde que o contrato tenha cláusulas uniformes, ou seja, condições contratuais iguais para todos os participantes de uma licitação.

Fonte: Uol

Lula tira o Brasil do Mapa da Fome pela segunda vez

Em apenas dois anos, o governo Lula reduziu a insegurança alimentar para menos de 2,5%

O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome das Nações Unidas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares (UNFSS+4), em Adis Abeba, na Etiópia. A informação foi divulgada no Relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), que se baseia em médias trienais — neste caso, de 2022 a 2024. Segundo a FAO, o Brasil reduziu para menos de 2,5% o percentual de sua população em risco de subnutrição.

A conquista foi alcançada em tempo recorde. Em 2022, o Brasil enfrentava um cenário crítico de insegurança alimentar. Ainda assim, em apenas dois anos de governo, o país conseguiu reverter esse quadro, graças a uma combinação de políticas sociais, incentivo ao trabalho e valorização da agricultura familiar.

“Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026”, relembrou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. “Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia.”

Avanços no combate à pobreza – Segundo dados do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento Social, entre 2022 e 2024, cerca de 24 milhões de brasileiros saíram da insegurança alimentar grave. Em paralelo, a pobreza extrema foi reduzida a 4,4% em 2023, o menor índice da série histórica, tirando quase 10 milhões de pessoas dessa condição desde 2021.

O bom desempenho econômico também contribuiu para os resultados. Em 2024, o Brasil alcançou a menor taxa de desemprego desde 2012 (6,6%) e bateu recordes de renda domiciliar per capita, que chegou a R$ 2.020. A desigualdade também recuou: o índice de Gini caiu para 0,506, impulsionado pelo crescimento de 10,7% na renda do trabalho dos 10% mais pobres — um ritmo 50% superior ao dos mais ricos.

Boa parte dessa transformação tem origem no fortalecimento dos programas sociais. Segundo o Caged, 98,8% das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada criadas em 2024 foram ocupadas por pessoas registradas no Cadastro Único, sendo que 1,27 milhão eram beneficiárias do Bolsa Família. Com o aumento da renda, cerca de um milhão de famílias deixaram de receber o benefício em julho de 2025.

De acordo com Wellington Dias, o sucesso do combate à fome está diretamente ligado à articulação de políticas complementares: “Essa vitória é fruto de políticas públicas eficazes, como o Plano Brasil Sem Fome, que engloba o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Cozinha Solidária, a valorização do salário mínimo, o crédito para a agricultura familiar, o incentivo à qualificação profissional, ao emprego e ao empreendedorismo, além do fortalecimento da alimentação escolar.”

O feito de 2025 marca a segunda vez que o Brasil sai do Mapa da Fome sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a primeira foi em 2014. O retorno ao mapa ocorreu a partir do triênio 2018-2020, após o desmonte de diversas políticas sociais.

Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza – Durante sua presidência no G20 em 2024, o Brasil propôs a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que já reúne mais de 100 países, além de fundações, organizações e instituições financeiras internacionais. A meta da Aliança é contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, especialmente os que tratam da erradicação da fome e da pobreza.

“O exemplo brasileiro pode ser adaptado em muitos países ao redor do globo. No Brasil, sair do Mapa da Fome é só o começo. Queremos justiça alimentar, soberania e bem-estar para todos”, afirmou Wellington Dias.

O ministro também destacou que, ao unir políticas públicas eficazes com esforços internacionais, o Brasil reafirma seu compromisso com a Agenda 2030 da ONU, buscando a construção de um mundo mais justo, igualitário e livre da fome.

Fonte: Brasil 247

Sionismo assassaino: palestino vencedor do Oscar é assassinado

Odeh Hadalin foi parte da equipe de filmagem de ‘Sem Chão’, escolhido Melhor Documentário de 2025; autor do crime foi identificado, mas continua solto

O ativista palestino Odeh Hadalin foi assassinado nesta segunda-feira (28/07), durante uma série de ações violentas realizada por colonos israelenses em diferentes regiões da Cisjordânia.

A morte de Hadalin foi causada por ataques a tiros de um colono israelense identificado como Yinon Levi, que disparou contra pessoas que protestavam contra as ações israelenses, e teria acertado ao menos dois tiros no peito do ativista. O assassino continua solto.

Hadalin foi um dos membros da equipe de filmagem de Sem Chão (“No Other Land”, em seu título original), filme que venceu o Oscar de Melhor Documentário em 2025.

O episódio foi tema de uma mensagem publicada nas redes sociais pelo cineasta Yuval Abraham, um dos codiretores de Sem Chão.

“Um colono israelense acaba de atirar nos pulmões de Odeh Hadalin, um ativista notável que nos ajudou a filmar Sem Chão, em Masafer Yatta. Os moradores identificaram Yinon Levi, sancionado pela União Europeia e pelos Estados Unidos, como o atirador. Este é ele no vídeo atirando como um louco”, relatou o diretor.

A mensagem contém um vídeo que mostra o momento em que Levi dispara contra pessoas que protestavam contra a ação de uma retro escavadeira que avança sobre locais em um vilarejo da Cisjordânia. Dois desses tiros teriam acertado o peito de Hadalin.

Outro ataque no mesmo dia

A ação que resultou na morte do ativista palestino aconteceu em paralelo com diversos outros ataques de colonos israelenses a localidades na Cisjordânia, nesta mesma segunda-feira.

Um desses ataques afetou o vilarejo de Taybeh, localidade na Cisjordânia com cerca de 1,3 mil habitantes, considerada uma das principais comunidades de maioria cristão nos territórios palestinos.

Outro ataque ao mesmo filme

Este não é o primeiro episódio de ataque contra membros da equipe de Sem Chão por parte de colonos israelenses.

Em março deste ano, cerca de 20 dias após a vitória do filme no Oscar, outro codiretor do filme, Hamdan Ballal, foi sequestrado e torturado por colonos que invadiram a localidade de Massafer Yatta – onde o próprio Ballal mora, e onde se passa a história mostrada no documentário.

O episódio também rendeu controvérsia porque, inicialmente, a Academia de Cinema de Hollywood publicou um comunicado relativizando o ocorrido com Ballal e sem mencionar o nome do cineasta.

A primeira nota disse que a Academia “condena que artistas sejam prejudicados ou suprimidos por causa de seu trabalho ou opiniões”, mas que acredita “que o filme tem o poder de esclarecer públicos globais e destacar diferentes perspectivas”.

Dias depois, em um segundo comunicado, os organizadores do Oscar disseram que “queremos deixar claro que a Academia condena a violência desse tipo em qualquer lugar do mundo”.

“Abominamos a supressão da liberdade de expressão em qualquer circunstância”, finalizou a nota, que também incluiu um pedido de desculpas formal a Ballal, que foi libertado pelos colonos israelenses horas depois do sequestro.

Fonte: Ópera Mundi

Alcolumbre ignora família Bolsonaro e não vai pautar impeachment de Moraes

A cobrança feita pela família Bolsonaro para que a cúpula do Congresso avance com pautas como o impeachment de ministros do Supremo e a anistia ao 8 de Janeiro não deve surtir efeito.

No fim da semana passada, Eduardo e Flávio Bolsonaro subiram o tom contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente. Eduardo disse que os dois podem ser sancionados pelo governo norte-americano, como já aconteceu com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que tiveram vistos suspensos ao país.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Alcolumbre tem “obrigação” de dar seguimento ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, principal alvo dos ataques bolsonaristas pela condução dos inquéritos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Alcolumbre e Motta não quiseram responder. A interlocutores, avaliaram que qualquer tipo de comentário daria o “palco” que Eduardo quer. Na semana passada, Motta já contrariou o desejo da família Bolsonaro ao impedir a realizações de comissões durante o recesso parlamentar e também não dá sinais de que colocará a anistia em pauta.

No caso de Alcolumbre, que como presidente do Senado é quem decide sobre a abertura ou não de um processo de impeachment, a posição contra a pauta bolsonarista é ainda mais clara: “Só vai criar mais conflitos”, costuma dizer.

Fonte: Uol

Pastor é preso acusado de hipnotizar e abusar de adolescentes no Espírito Santo

Suspeito de 49 anos usava cultos e sessões de “cura” para hipnotizar e estuprar meninos; crimes ocorreram até no banheiro de uma igreja, segundo a Polícia Civil

Um pastor evangélico de 49 anos foi preso na manhã da última sexta-feira (25), no distrito de Maimbá, município de Anchieta, no sul do Espírito Santo, acusado de abusar sexualmente de pelo menos quatro adolescentes do sexo masculino. Segundo a Polícia Civil, o homem usava a fé, a promessa de “curas espirituais” e sessões de hipnose para imobilizar as vítimas e cometer os crimes — inclusive dentro de uma igreja.

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Anchieta. O suspeito, cuja identidade não foi revelada, está detido no sistema prisional capixaba e segue à disposição da Justiça.

De acordo com a delegada Luiza Jacob, responsável pelo caso na 10ª Delegacia Regional de Anchieta, as investigações começaram em setembro de 2024, depois que a mãe de uma das vítimas registrou um Boletim de Ocorrência. A apuração revelou um padrão de conduta repetido pelo pastor: ele atraía os adolescentes com discursos religiosos, isolava-os em locais privados — como sua casa ou até mesmo o banheiro de uma igreja — e, sob o pretexto de realizar sessões de cura espiritual, aplicava técnicas de hipnose para cometer os abusos.

“Ele apresentava um modus operandi específico, sempre usando a religião para ganhar a confiança das vítimas. Dizia que faria orações ou ‘limpezas espirituais’, e durante o estado de hipnose, abusava sexualmente dos adolescentes”, explicou a delegada.

O caso foi enquadrado como estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A, §1º, do Código Penal Brasileiro. Mesmo sem violência física ou ameaças explícitas, a Polícia Civil e o Ministério Público entenderam que os adolescentes — todos maiores de 14 anos — estavam em estado de vulnerabilidade durante os atos, por não conseguirem resistir à hipnose.

“Mesmo sem violência física, as vítimas estavam em um estado de total submissão. Isso configura vulnerabilidade, e a Justiça entende que não é necessário o uso da força para caracterizar o estupro nesse contexto”, afirmou Luiza Jacob.

As sessões de abuso aconteceram em quatro ocasiões distintas: três vezes na residência do pastor e uma no banheiro de uma igreja local, conforme os depoimentos colhidos. As vítimas relataram que o acusado dizia ser “um enviado de Deus” com poderes para curar doenças emocionais e espirituais. Segundo os investigadores, essa promessa era a porta de entrada para a manipulação psicológica.

Comunidade em choque e investigação em andamento

O caso abalou a pequena comunidade do distrito de Maimbá, onde o pastor era conhecido por organizar cultos e encontros religiosos alternativos. “Muita gente confiava nele. Jamais imaginaríamos algo assim”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.

A Polícia Civil não descarta a possibilidade de haver mais vítimas. “Sabemos que, em casos como esse, muitas pessoas têm medo de denunciar por vergonha ou pressão social. Por isso, as investigações continuam, e outras vítimas podem vir a público”, ressaltou a delegada.

O Ministério Público do Espírito Santo acompanha o caso e pode oferecer denúncia formal nas próximas semanas. Caso condenado, o pastor poderá cumprir pena de até 15 anos de prisão por cada crime comprovado.

Como o crime é tipificado pela lei brasileira

O artigo 217-A do Código Penal trata do estupro de vulnerável, caracterizado pelo ato sexual ou libidinoso com menores de 14 anos — ou com pessoas que, por enfermidade ou outra condição, não tenham o necessário discernimento para a prática do ato ou não possam oferecer resistência.

§1º: “Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas com alguém que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.”

É justamente esse parágrafo que embasa a acusação: ainda que as vítimas tenham mais de 14 anos, o estado de hipnose gerado pelo acusado tornava-as incapazes de se defender, segundo a análise da Polícia Civil e do MP.

Canal de denúncia e apoio às vítimas

A Polícia Civil orienta que adolescentes que tenham tido contato com o suspeito e que possam ter sido vítimas de abuso procurem a delegacia mais próxima ou entrem em contato com o Disque 100. O anonimato é garantido.

Fonte: Revista Fórum

Descoberto esquema para apagar vídeos e proteger delitos de PMs em SP

Documentos internos da Polícia Militar de São Paulo, obtidos pelo Metrópoles, revelam indícios de um esquema de manipulação e exclusão de imagens captadas por câmeras corporais de policiais durante ações em campo. De acordo com registros da plataforma Evidence, utilizada pela corporação para armazenar os vídeos, uma major da alta cúpula da PM paulista teria fraudado o sistema para apagar a gravação de uma operação que terminou em morte, em março de 2024, em Santos, no litoral paulista.

A denúncia envolve a major Adriana Leandro de Araújo, que, segundo os registros, usou um usuário genérico chamado “Usuário de Operações”, vinculado a um e-mail com domínio externo (“gmail”), para alterar informações do vídeo, mudar sua autoria e data, e, por fim, deletá-lo. A gravação, feita pela câmera corporal do soldado Thiago da Costa Rodrigues, registrava a ação em que Joselito dos Santos Vieira, de 47 anos, foi morto com ao menos 12 disparos, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML). A versão oficial alegava confronto armado, mas familiares da vítima negam que ele estivesse com arma de fogo. 

O caso foi arquivado em junho de 2025. A plataforma Evidence mostra que o vídeo foi inserido no sistema às 5h17 de 10 de março de 2024, um dia após a operação. No entanto, em 18 de março, às 16h28, a major Adriana acessou o arquivo, alterou o nome do policial associado à gravação e o substituiu pelo perfil genérico. Pouco depois, às 17h01, ela alterou a data da ocorrência para 5 de janeiro e reclassificou o tipo de caso para “Z-13”, sigla normalmente usada para registros de brigas menores. No dia seguinte, às 12h43, ela excluiu o vídeo.Essas alterações constam de uma auditoria da empresa Axon, fornecedora do sistema, datada de 26 de abril de 2024. Segundo especialistas, as fragilidades da plataforma permitem que policiais com acesso modifiquem dados e apaguem arquivos livremente.“O sistema tem inúmeras vulnerabilidades. É totalmente passível de fraude”, afirmou ao Metrópoles o ex-policial e perito digital Bruno Dias, que participou da implementação das câmeras no estado. “Existe uma permissão chamada ‘alterar a permissão’. 

Um policial pode alterar a própria permissão, se colocar como administrador e fazer o que quiser no sistema”, explicou.Além de permitir a exclusão de vídeos, o sistema também permite que se modifique datas, horários e autores das gravações, o que compromete a confiabilidade das imagens como provas judiciais. “Você pode apagar vídeos avulsos, apagar em massa. Você pode também alterar data e hora do fato. Isso é gravíssimo. Compromete a legitimidade dos vídeos enquanto provas”, alertou Dias.A SSP informou que a denúncia está sendo apurada em sindicância interna e que “condutas incompatíveis com os princípios da instituição não serão toleradas”. Em nota, destacou: “Caso seja confirmada qualquer irregularidade, as medidas cabíveis serão adotadas para garantir a responsabilização dos envolvidos”.A operação que resultou na morte de Joselito ocorreu durante a “Operação Verão” no Morro do José Menino. 

Segundo a PM, as equipes foram mobilizadas após um policial ter sido baleado na região. A viatura onde Joselito foi morto transportava quatro policiais, entre eles a subtenente Regiane Ribeiro de Souza, o soldado Bruno Pereira dos Santos e o cabo Felipe Alvaram Pinto — todos mencionados no inquérito militar por terem efetuado disparos.Para o perito forense Sergio Hernandez, o sistema da Axon falha no principal aspecto técnico: a cadeia de custódia da evidência digital. “O sistema Axon apresenta custódia, mas não apresenta cadeia de custódia”, afirmou. Segundo ele, o código hash — espécie de “impressão digital” que garante a integridade do vídeo — só é aplicado após o upload no sistema, permitindo alterações prévias sem deixar rastros. “A partir do momento que um sistema é aberto para que algum operador tenha permissão para editar ou excluir essas evidências, é um sistema que não apresentaria confiabilidade.”

Fonte: Brasil 247

Uma em cada quatro crianças pode morrer de fome no campo de extermínio de Gaza

GAZA CITY, GAZA - JULY 24: One-and-a-half-year-old Muhammed Zakariya Ayyub al-Matouk, one of thousands of children suffering from hunger and malnutrition in Gaza, faces life-threatening conditions due to Israel's ongoing attacks and blockade in Gaza City, Gaza on July 24, 2025. Severely weakened, Matouk struggles to survive in a tent in Gaza City, where there is no access to milk, food, or basic necessities. ( Ali Jadallah - Anadolu Agency )

uso deliberado da fome como arma de guerra pelas autoridades israelenses em Gaza atingiu níveis sem precedentes, com pacientes e profissionais de saúde lutando para sobreviver, alerta Médicos Sem Fronteiras (MSF).

As equipes de MSF têm recebido um número crescente de pacientes desnutridos em nossas clínicas, enquanto os próprios funcionários lutam para encontrar comida suficiente. Na semana passada, exames realizados nas instalações da organização em crianças de seis meses a cinco anos e mulheres grávidas e lactantes revelaram que 25% estavam desnutridas. Na clínica de MSF na cidade de Gaza, o número de pacientes diagnosticados com desnutrição quadruplicou desde 18 de maio. Apenas nas últimas duas semanas, os casos de desnutrição grave em crianças menores de cinco anos triplicaram.

Não se trata apenas da fome – trata-se da fome deliberada, causada pelas autoridades israelenses. O uso de alimentos como arma de guerra para exercer pressão sobre a população civil não deve ser normalizado. As autoridades israelenses devem permitir a entrada de comida e suprimentos de ajuda humanitária em Gaza em larga escala.

Vemos a exaustão e a fome em nossos próprios colegas.”

Caroline Willemen, coordenadora da clínica de MSF na cidade de Gaza

“Vemos as terríveis consequências dessa escassez em Gaza diariamente em nossa clínica” Caroline Willemen, coordenadora da clínica de MSF na cidade de Gaza.

“Estamos registrando 25 novos pacientes por dia com desnutrição. Vemos a exaustão e a fome em nossos próprios colegas.”

Enquanto isso, os ataques continuam a atingir pontos de distribuição de alimentos. O esquema de distribuição conduzido por Israel, por meio da Fundação Humanitária de Gaza (GHF – sigla em ingês), já matou centenas de pessoas que buscavam ajuda desesperadamente.

Qualquer resquício de dignidade que existia em Gaza foi destruído no genocídio em curso.”

Amande Bazerolle, chefe da resposta de emergência de MSF em Gaza.

“O que estamos vendo é inconcebível: uma população inteira sendo deliberadamente privada de comida e água, enquanto as forças israelenses cometem massacres diários contra pessoas que lutam por restos de comida nos locais de distribuição. Qualquer resquício de dignidade que existia em Gaza foi destruído no genocídio em curso”, diz Amande Bazerolle, chefe da resposta de emergência de MSF em Gaza

Nos últimos dois meses, mais de mil pessoas foram mortas e mais de 7.200 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde, enquanto tentavam coletar comida — muitas delas nos pontos de distribuição da Fundação Humanitária de Gaza, apoiada e financiada pelo governo dos EUA. Apesar de esses locais terem sido criados para evitar o desvio de ajuda, eles não tem sido efetivos para reduzir a ocorrência de saques.

“Essas distribuições de alimentos não são ajuda humanitária, são crimes de guerra cometidos em plena luz do dia e apresentados ao mundo com uma linguagem compassiva. Aqueles que comparecem às distribuições de alimentos da Fundação Humanitária de Gaza sabem que têm a mesma chance de receber um saco de farinha quanto de sair com uma bala na cabeça”, afirma o Dr. Mohammed Abu Mughaisib, coordenador médico-adjunto de MSF em Gaza.

Além dos feridos nos locais de trabalho da Fundação Humanitária de Gaza, nossas equipes trataram dezenas de pacientes vítimas de massacres recorrentes cometidos pelas forças israelenses enquanto aguardam a chegada da farinha nos caminhões que passam.

“Há alguns dias, dezenas de pessoas chegaram mortas e feridas ao pronto-socorro da clínica Sheikh Radwan”, diz Willeman. “Eram pessoas que se aproximaram de caminhões para receber farinha e foram impiedosamente alvejadas pelas forças israelenses.

Naquele dia, equipes médicas de MSF e do Ministério da Saúde trataram 122 pessoas com ferimentos a bala, após terem sido atingidas enquanto esperavam por farinha. Outras 46 pessoas morreram ao chegar na clínica no norte de Gaza.

Para piorar a situação, na última semana, as cozinhas comunitárias que fornecem alimentos a pacientes e equipes médicas nos hospitais enfrentam dificuldades —algumas chegaram a fechar por dias seguidos. Mesmo quando conseguem funcionar, oferecem apenas uma refeição diária de arroz puro a pacientes que precisam de alimentos ricos em nutrientes para se recuperar. Muitas vezes, não há nada disponível sequer para os profissionais de saúde. Não se trata mais do que as pessoas podem pagar. Quase não há comida disponível na maior parte da Faixa de Gaza.

Fonte: Monitor do Oriente

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