Um trabalhador rural de 65 anos foi resgatado pela fiscalização trabalhista em uma fazenda na Estação Ecológica Terra do Meio, unidade de conservação federal em Altamira, no sudoeste do Pará. O homem vivia isolado no local e cuidava de animais da propriedade. Segundo o Ministério Público do Trabalho, ele estava em situação de extrema vulnerabilidade, com violações de direitos relacionadas à alimentação, moradia e acesso à água potável. Com informações de Metrópoles.

A equipe precisou usar um helicóptero da Polícia Federal para chegar à fazenda, em área de difícil acesso. A investigação aponta que, embora recebesse salário, o trabalhador não tinha estrutura mínima para permanecer no local: ele se alimentava apenas uma vez ao dia, raramente comia carne e usava água barrenta do rio Pardo para beber, tomar banho e preparar alimentos, sem comprovação de potabilidade.

O homem dormia em um barraco de madeira, com partes de chão batido, poucas áreas cimentadas e frestas nas paredes por onde entravam animais peçonhentos. Ele também dividia o espaço com bois e porcos e ficava exposto a animais silvestres, como onças. O proprietário havia abandonado a fazenda após ações de fiscalização ambiental e deixou o trabalhador no local para cuidar dos animais restantes.

O fazendeiro firmou um Termo de Ajuste de Conduta com o MPT e se comprometeu a não manter empregados em condições degradantes, sem registro ou sem direitos trabalhistas garantidos. O valor a ser pago será de R$ 120 mil. O trabalhador foi inserido na rede de proteção socioassistencial de Altamira e levado a um abrigo. Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas pelo Sistema Ipê ou pelo Disque 100.

Fonte: DCM

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