Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 23 de Agosto/ 2026

Silêncio! Gravando!

Essa semana a Ilha de Vera Cruz se despediu de duas grandes atrizes da TV brasileira. Laura Cardoso e Glória Menezes deixaram os palcos e os sets de filmagens para sempre, mas com um acervo de filmes e novelas que serão eternos. Não podemos negar que nos acostumamos a assistir a elas em novelas da Globo, numa época em que atores e atrizes brilhavam, emocionavam o telespectador com atuações marcantes. O país sentiu a perda das duas, porém algumas atrizes nem o Roque Santeiro conseguirá resgatar o brilho, cairão no ostracismo fúnebre como sucata sem nenhuma valia, talvez valerão menos que um “pum” e não falo do “pum” do palhaço, pois esse é eterno e engraçado.

Por falar em Globo, uma novela voltou com tudo, uma especie de vale a pena ver novo, mas essa novela da vida real aparece apenas nos anos de eleição. Uma tramaturgia fictícia com o Lula e seu filho “malvado”, o Fábio Luiz como protagonistas.
Desde a eleição de 1989 a Globo ja produzia algumas cenas da “vida bandida” do Nine. Quem não se lembra do sequestro do Abílio Diniz? Onde os sequestradores presos foram vestidos com camisas do PT e o cativeiro foi enxertado com materiais da campanha do Lula, tudo na semana da eleição. Prato cheio pra Globo que comprou a mentira, sabendo que era mentira e que pós eleição foi confirmada como mentira, mas o Caçador de Marajás que era o queridinho dos Marinhos já havia sido eleito.

Desde dessa época a midia tem usado de um script mentiroso e bastante fantasioso pra macular a imagem do Luiz Inácio em todas as eleições que disputa e um ator nesses episódios é central, o Fabio Luiz, que a imprensa chama de Lulinha. O filho do Lula apareceu antes da reeleição de 2006 e lá para o Fábio Luiz ja tinha comprado a OI, uma Ferrari de ouro, era dono da Friboi e saiu de um “limpador de fezes de elefante” para um grande empresário. Tudo isso foi amplamente divulgado nas redes sociais e nunca desmentido na Rede Globo. A emissora tem seus prediletos e o Lula nunca foi um deles.

Esqueceram o Lulinha em 2018, pudera, o pai tava preso e a Globo ja tinha feito anos antes um seriado chamado Lava Jato, fazendo um estrago sem tamanho, dessa vez nem precisou do Lulinha pra emplacar o opositor do Barba, porém estamos em 2026 e assim como Lázaro, o Lulinha foi ressuscitado. O enredo novelesco da Globo passou os últimos dias tentando a todo custo emplacar o nome do Lulinha como a Nazaré do crimes políticos, a Carminha do desatre das instituições do Brasil Varonil. Dessa vez o diretor do filme é o Ministro Andre Mendonça, que usa sua claque pra dar início, cena após cena desse remake(refilmagem) que leva mais uma vez a campanha do Lula ao ano de 1989 com vídeos de debates editados, suor falso, dossies em pastas vazias, bandidos sequestradores com a camisa do partido dos trabalhadores e a ameaça invisível do comunismo. Um roteiro digno de um prêmio na academia cinematográfica na categoria fantasia.
A Globo ja escolheu seu lado e o “vale a pena ver novo” ta a todo vapor, porém o “você decide” tem dois finais e você pode escolher um que não seja aquele preferido da plim plim!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 298

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