Nesta sexta, em diversas cidades do país, foram realizados atos comemorativos ao 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador. No centro das manifestações, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Também presentes nas manifestações as reações à derrota governo no Congresso inimigo do povo, ontem, com derrubada dos vetos do presidente Lula ao projeto de lei da Dosimetria, uma anistia disfarçada, que leva à redução das penas a Bolsonaro e seus generais pela tentativa de golpe de 8 de janeiro.
Esta semana, o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (REP/PB), constituiu uma Comissão Especial para as PECs com previsão de votação ainda no mês de maio. Os acontecimentos recentes no Congresso aumentam a preocupação com o rumo das PECs e do projeto de lei de Lula em tramitação, sobre o fim da 6×1. O presidente da Comissão Especial, Alencar Santana (PT/SP), afirmou que o governo não retirará o regime de urgência de seu projeto. Por parte dos empresários, pedidos de “compensações” com isenções na folha ameaçando a Previdência social seguem bombando na mídia
Mais grave que a derrota da indicação de Jorge Messias por Lula ao STF, a derrubada dos vetos à Dosimetria deixou a direta e a extrema-direita alvoroçadas. A aposta na liberação de emendas parlamentares, várias nomeações e os acordos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), fizeram água, faltando 5 meses para as eleições. Só não vê quem não quer de que lado está o sistema. É essa mesma maioria que pode enterrar ou desfigurar o fim da 6×1 e a redução da jornada.
A aprovação da redução da jornada e o fim da escala 6×1 é possível, mas não está garantida, apesar do apoio de ter 70% nas pesquisas. A incerteza só pode ser respondida com a ampliação da luta de rua iniciada no 1º de Maio. A mobilização na base das categorias, associações de moradores, escolas e universidades é o caminho.
Reforma política radical e 6×1, tudo a ver
Os problemas fundamentais do povo e as reivindicações dos trabalhadores, como o fim da escala 6×1, estão ligados à luta por uma saída política para o país. Por isso, a própria batalha pela reeleição de Lula deve ser um momento de debate de qual reforma política é necessária, num momento em que se fala disso vagamente. No ato de 1º de maio convocado pelo VAT em São Paulo, Tiago Maciel usou a palavra em nome do DAP. “É fundamental mobilizar em direção a uma reforma política radical nesse país. Com a atuais regras eleitorais é quase impossível eleger a maioria nesse Congresso. Uma reforma política radical que vá em direção a uma Constituinte Soberana, para revogar a reforma trabalhista e da previdência. Vamos para cima desse congresso!” Ele, chamou uma palavra de ordem “Dosimetria é traição! Esse Congresso é inimigo da nação!”, que foi repetida no ato.
Fonte: Redação com Petista.org.br






