Roger Mariaca lidera as apurações contra Fernando Cerimedo, ex-assessor de Javier Milei, presidente da Argentina, e do presidente boliviano Rodrigo Paz

A Procuradoria-Geral da Bolívia denunciou o sequestro do procurador-geral do Estado, Roger Mariaca, uma das autoridades bolivianas punidas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a revogação do visto de entrada no país.

Segundo a teleSUR, agentes interceptaram Mariaca e o procurador departamental de Santa Cruz, Alberto Zeballos, na noite de quarta-feira (30), no Aeroporto Internacional de Viru Viru, sem esclarecimentos sobre os motivos, os responsáveis ou o destino dos dois.

Zeballos também integra a lista de autoridades que tiveram os vistos americanos revogados, conforme a emissora. A reportagem associa as medidas dos Estados Unidos a alegações relacionadas à corrupção e ao narcotráfico, mas não apresenta elementos que vinculem essa punição às detenções no aeroporto.

Mariaca conduz investigações sobre suspeitas de corrupção e lidera as apurações contra Fernando Cerimedo, ex-assessor de Javier Milei, presidente da Argentina, e do presidente boliviano Rodrigo Paz. Cerimedo é também ligado ao clã Bolsonaro. Ele é investigado por enriquecimento ilícito e tráfico de drogas, além de ter sido preso por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Nadia Beller. Após a punição imposta pelo governo Trump, o procurador-geral reafirmou que daria continuidade às investigações.

De acordo com as informações preliminares publicadas pela teleSUR na madrugada desta quinta-feira (1º), os agentes abordaram os dois procuradores dentro do terminal. Até aquele momento, nenhuma manifestação oficial havia identificado a instituição responsável pela operação ou esclarecido se os agentes cumpriam mandados judiciais.

A expressão “sequestro” corresponde à denúncia da Procuradoria-Geral boliviana. O relato da emissora, que também cita informações da Red Uno, descreve a detenção das autoridades, mas não informa quais acusações, caso existissem, teriam fundamentado a ação.

Após a abordagem, o aeroporto registrou intensa movimentação policial, com presença de agentes da Interpol e restrições ao acesso da imprensa. A reportagem não esclarece o papel desses agentes nem atribui à organização a responsabilidade pela detenção de Mariaca e Zeballos.

A polícia também interveio na sede da Procuradoria Departamental de Santa Cruz e realizou buscas na residência de Mariaca, na região norte da cidade. O material não detalha os objetivos das diligências, as ordens que as autorizariam ou eventuais materiais recolhidos.

Na mesma noite, o secretário departamental de Segurança Cidadã do governo de Santa Cruz, Jorge Santistevan, informou à imprensa local que policiais também haviam prendido o ex-ministro do Governo Eduardo del Castillo. Segundo as informações reproduzidas pela teleSUR, os agentes interceptaram o ex-ministro em Sopocachi.

A reportagem não esclarece o motivo da prisão de Del Castillo nem estabelece uma relação entre essa ação e a detenção dos procuradores. A informação sobre o ex-ministro tem como fonte a declaração de Santistevan à imprensa local.

Até a publicação da notícia, permaneciam desconhecidos o paradeiro de Mariaca e Zeballos, a existência de mandados judiciais contra os dois e a identidade da instituição que conduziu a operação em Viru Viru.

Fonte: Brasil 247

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