Segundo a autoridade de Gaza, desde 10 de outubro, regime sionista matou 418 civis no enclave; Netanyahu e Trump se reúnem na Flórida para discutir segunda fase do plano

O gabinete de comunicação do governo da Faixa de Gaza informou nesta segunda-feira (29/12) que as forças israelenses violaram 969 vezes o acordo de cessar-fogo no enclave desde a sua implementação, em 10 de outubro. Nesses 80 dias, o regime sionista cometeu 418 mortes, deixou mais de 1.141 palestinos feridos e houve 45 casos de prisão ilegal.

As autoridades locais ainda detalharam que as violações por parte do regime sionista incluíram 455 ataques aéreos e de artilharia, além de 298 bombardeios deliberados contra civis e suas casas.

O governo palestino também acusa Israel de dificultar as entregas humanitárias a Gaza, apesar dos acordos existentes, afirmando que o enclave recebeu apenas 42% das cargas necessárias para suprir as necessidades de seus moradores. Organizações de ajuda humanitária criticam o cerco israelense diante da falta de recursos básicos, tais como alimentos, remédios, água potável e combustíveis.

As autoridades locais ainda mencionam o agravamento da crise em meio às fortes chuvas de inverno, que têm provocado inundações e uma queda abrupta na temperatura da região, resultando em mortes por hipotermia, uma vez que, segundo dados das Nações Unidas (ONU), os ataques israelenses destruíram 80% das casas.

Ainda nesta segunda-feira, o funcionário do Hamas, Mahmoud Mardawi, enfatizou que o grupo palestino exige que a administração dos Estados Unidos pressione o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e implemente o acordo de cessar-fogo em todos os seus aspectos.

“Queremos concluir os termos do acordo e nos comprometer a avançar para a segunda fase”, disse a autoridade, acrescentando que o comitê que gerencia a Faixa de Gaza deve ser palestino, “refletindo a vontade do nosso povo, e não um canal para a tutela”.

A declaração ocorre no dia em que Netanyahu desembarca na Flórida para se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump e discutir a próxima etapa do plano de paz em Gaza. A porta-voz do governo israelense, Shosh Bedrosian, antecipou que o premiê discutiria a segunda fase, que envolve garantir que “o Hamas esteja desarmado, Gaza seja desmilitarizada”.

Segundo Mardawi, Israel segue violando o acordo de cessar-fogo e “continua praticando suas políticas de matança e fome”. Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza informam que o número total de mortos em decorrência das agressões israelenses no enclave ultrapassou 71 mil, com mais de 171 mil feridos.

Fonte: Ópera Mundi

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