O fim de semana de feriadão foi marcado por grandes manifestações em apoio à candidatura à reeleição do presidente Lula em várias cidades. A orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi palco de em favor do petista nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. O ato reuniu parlamentares, estudantes, sindicalistas e famílias, que ocuparam vários quarteirões da avenida Atlântica.

Entre as principais pautas da mobilização estavam o fim da escala de trabalho 6×1 e as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, marcado para o próximo dia 25. Os discursos também expressaram confiança na possibilidade de o presidente reverter a desvantagem registrada no primeiro turno.

Durante o evento, manifestantes associaram a candidatura de Flávio a riscos para a democracia, a Constituição e políticas públicas. Também houve críticas à relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília, e às manifestações de aproximação do candidato com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos.

A concentração estava prevista para o meio-dia. Por volta das 12h40, os participantes já ocupavam quatro quarteirões da avenida Atlântica, entre as ruas Sá Ferreira e Xavier da Silveira. Com o avanço da programação e a circulação dos trios elétricos, o público aumentou e parte dos manifestantes também se espalhou pela faixa de areia da praia.

Presença de parlamentares

A manifestação no Rio integrou uma série de atos organizados por apoiadores de Lula para ampliar a mobilização em torno da candidatura. No domingo (11), o presidente participou de um evento na avenida Paulista, em São Paulo, que também reuniu uma multidão. Nesta segunda-feira, Lula permaneceu em Brasília e não compareceu ao encontro em Copacabana.

O público era formado por pessoas de diferentes idades, de jovens a idosos, com predominância de roupas vermelhas associadas ao PT. A defesa dos direitos dos trabalhadores e o fim da escala 6×1 apareceram em diferentes momentos dos discursos e nas mensagens exibidas em cartazes.

Entre os políticos presentes estavam os deputados federais fluminenses Benedita da Silva (PT), Glauber Braga (PSOL), Jandira Feghali (PCdoB) e Lindbergh Farias (PT). Uma segunda manifestação em apoio ao presidente também havia sido convocada para esta segunda-feira, em frente aos Arcos da Lapa, na região central da cidade.

Outra grande manifestação em favor de Lula aconteceu na Lapa, no Centro da cidade, organizada por artistas do samba, também com a presença de parlamentares.

Manifestação na Lapa a favor de Lula. Foto: Midia Ninja
Manifestação na Lapa a favor de Lula. Foto: Midia Ninja

Avenida Paulista lotada no domingo

No domingo (11) a manifestação chamada de Marcha pela Democracia, reuniu militantes, estudantes, artistas e lideranças políticas na Avenida Paulista. O ato, que teve a presença de Lula, ocupou sete quarteirões, em uma tentativa de ampliar a mobilização para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Durante o discurso, Lula destacou a necessidade de dialogar com os eleitores que se abstiveram, incluindo pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.

“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige que vote. Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem filha, tem neto, tem bisnetos e tem a pátria dela para cuidar. Portanto, temos que convencer as pessoas”, declarou.

Lula chega ao segundo turno numericamente atrás de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. Diante desse cenário, a estratégia petista inclui estimular a participação dos eleitores que não compareceram às urnas na primeira votação e mobilizar apoiadores para tentar conquistar votos de pessoas que escolheram outros candidatos no primeiro turno.

A sequência de atos em diferentes cidades faz parte desse esforço para ampliar a presença nas ruas e fortalecer a campanha do presidente até a votação do dia 25.

Outros atos no país

Manifestações, caminhadas, carreatas e panfletagens seguem ocorrendo em diferentes regiões do país.

No sábado, houve grande manifestação em Belo Horizonte. No domingo, além da Paulista, manifestantes foram às ruas em Maceió, no Amazonas e em Rondônia.

Também nesta segunda-feira, um ato pró-Lula reuniu apoiadores na região da Barra, em Salvador.

O mesmo local recebeu uma passeata no domingo. “Precisamos virar o jogo, derrotar a extrema direita e garantir mais democracia, direitos, soberania e desenvolvimento para o nosso povo”, declarou a Frente Brasil Popular da Bahia ao convocar o ato.

No domingo, apoiadores do presidente saíram em passeata do parque 13 de Maio até o Marco Zero, na área central do Recife.

A manifestação foi convocada por estudantes ligados a UNE (União Nacional dos Estudantes), UEP (União dos Estudantes de Pernambuco Cândido Pinto), DCE-UFPE (Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Pernambuco), APG-UFPE (Associação de Pós-Graduandos da UFPE) e ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos).

“Não existe universidade pública forte sem democracia, não existe futuro sem educação e não existe transformação sem juventude organizada”, dizia a convocação do ato no Recife.

Nesta segunda-feira estava prevista uma caminhada em Fortaleza. Na terça-feira (13), segundo o Comitê Popular de Luta, que tem reunido a agenda, são aguardados atos em locais como Belém, Salvador, Fortaleza, Riacho Dantas (SE), Brasília, Campo Grande, Divinópolis (MG), São Paulo e Porto Alegre.

Fonte: ICL

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