Um relatório apresentado pela organização israelense de direitos humanos B’Tselem acusa Israel de promover “ataques sistemáticos e generalizados contra as condições necessárias para a existência coletiva dos palestinos na Cisjordânia”.
O documento, intitulado “Projeto Eliminação” e divulgado em reportagem do diário britânico The Guardian, afirma que as medidas adotadas nos últimos meses pelo governo sionista encabeçado pelo premiê Benjamin Netanyahu “está intensificando drasticamente seus ataques a todos os aspectos da vida dos palestinos em seu território”.
O relatório também descreve que as ações impulsionadas por Israel seguem “uma lógica organizadora coerente”, envolvendo: medidas de intimidação à população local, restrições de movimento de civis, estrangulamento econômico de negócios locais, destruição das entidades de organização social e política, e, finalmente, de ocupação dos territórios.
De acordo com o documento, desde outubro de 2023 – ou seja, em paralelo ao massacre também realizado por Israel contra o território palestino da Faixa de Gaza –, 1.107 palestinos foram mortos pelas forças de Israel na Cisjordânia. Ademais, as políticas implementadas por Tel Aviv estariam “criando uma realidade na qual milhões de palestinos vivem em constante temor pela violência militar e civil israelense”.
“As comunidades palestinas estão sendo expulsas e eliminadas, em um processo acelerado de limpeza étnica, enquanto uma presença israelense cada vez maior se estabelece em seu lugar, na forma de assentamentos, postos avançados, fazendas e infraestrutura civil exclusiva para judeus”, diz um trecho do documento produzido pela B’Tselem.
A organização também descreve as medidas como “o avanço mais abrangente das políticas de opressão às populações palestinas residentes na Cisjordânia desde 1989”. O período mencionado inclui os últimos meses da Primeira Intifada, revolta popular e massiva dos palestinos contra a ocupação israelense, que durou entre dezembro de 1987 e julho de 1989, no qual 263 palestinos foram mortos e 4.650 ficaram feridos apenas na Cisjordânia, segundo estatísticas de organizações locais.
Fonte: Ópera Mundi





