O vazamento nas redes sociais de informações sobre o casamento de Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e da advogada Viviane Barci de Moraes, provocou uma onda de reações entre bolsonaristas.
Alexandre Barci de Moraes, advogado, se casará com a noiva, identificada como Thaís, no dia 26 de setembro, em São Paulo. A cerimônia está prevista para ocorrer num espaço de alto padrão localizado no bairro de Cidade Jardim.
O que deveria ser uma celebração privada da família passou a ser alvo de exposição e ameaças depois que detalhes foram disseminados nas redes sociais.
Usuários estão defendendo o chamado “linchamento público” da família em nome dos “mártires” do 8 de janeiro e para dar “uma lição” no ministro por suas relações com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Uma senhora escreveu que o patrimônio e a atuação da família de Moraes justificam a reação popular. Outro internauta afirmou que o ato seria resultado de uma revolta acumulada contra o magistrado.
A mídia tem responsabilidade nesse ambiente quando estabelece uma campanha através de vazamentos criminosos, explora conflitos até o limite e oferece diariamente razões para que o público enxergue a política como uma disputa moralista.
Moraes foi transformado em vilão nacional. Se algo acontecer, Globo e que tais vão fingir indignação e lavar as mãos. Quando televisão, portais, colunistas, comentaristas alimentam durante meses essa narrativa monomaníaca, o resultado é a banalização de comportamentos que deveriam provocar repulsa imediata.
O inimigo passa a ser desumanizado; seus familiares tornam-se extensões dele; sua casa, seu trabalho e sua vida privada passam a ser considerados territórios legítimos de combate. Há alguns anos, um petista foi baleado em sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu, na presença do filho e da mulher. O assassino está solto.
André Mendonça é santo. Alexandre de Moraes é o demônio. Caso ocorra uma tragédia, os responsáveis vão culpar Lula e o PT. Como disse Silvia Faria, chefona do jornalismo da Globo durante o auge do conluio com a Lava Jato, “Lula inventou o nós contra eles”.
Fonte: DCM






