Mais de metade dos americanos afirma que o “capitalismo” não funciona, segundo levantamento do ‘The Wall Street Journal’. O índice chegou a 51%, contra 37% em pesquisa feita uma década antes, em meio às discussões sobre os 250 anos dos Estados Unidos.
O mesmo levantamento registrou sinais mais amplos de pessimismo no país. Para 68% dos entrevistados, os Estados Unidos estão “em declínio”, enquanto 62% dizem que os melhores anos do país ficaram para trás.
A divisão geracional aparece com força nos dados. Entre americanos de 18 a 34 anos, só 18% consideram o patriotismo algo importante; entre os maiores de 65 anos, esse percentual sobe para 55%.
A diferença também aparece quando os entrevistados avaliam orgulho pela história nacional: 23% dos mais jovens dizem sentir orgulho, contra 59% dos mais velhos. Sobre o funcionamento do capitalismo, 42% dos jovens afirmam que o sistema “funciona bem”, ante 56% entre os americanos de mais idade.
Outro levantamento, do Pew Research Center, aponta que o “sonho americano” ainda parece possível para 42% dos menores de 50 anos. Entre os mais velhos, a fatia que acredita nessa possibilidade chega a 68%.
Uma pesquisa do Cato Institute, de 2025, indicou que 62% dos americanos de 18 a 29 anos viam o socialismo com simpatia. Na faixa de 18 a 24 anos, o socialismo superou o capitalismo por 53% a 45%, enquanto o comunismo teve 38% de aprovação.
O debate político americano também passou por mudanças nas últimas duas eleições primárias do Partido Democrata. Bernie Sanders, senador de Vermont, disputou a indicação presidencial em 2016 e 2020 apresentando sua plataforma como “socialismo democrático”.
Norman Thomas, que concorreu seis vezes à Presidência pelo Partido Socialista americano, fez uma previsão na década de 1940: “o povo americano nunca vai aceitar o socialismo conscientemente. Mas, sob o nome de liberalismo, vai adotar cada pedaço do programa socialista, até que um dia os Estados Unidos serão uma nação socialista sem saber como isso aconteceu”.
Fonte: DCM






