Família poderosa na CBF movimenta milhões em emendas através do futebol

O Ministério Público do Estado cobra da CBF explicações após reportagem de Lúcio de Castro publicada no Lance! no dia 29 de abril. Entre os questionamentos, o órgão quer saber se a CBF tem conhecimento da utilização de recursos privados em atividades relacionadas à Federação Alagoana de Futebol (FAF). O MP-AL ainda indaga se a CBF exerce algum tipo de fiscalização ou acompanhamento financeiro das federações filiadas.

O suposto esquema de corrupção envolve a movientação de R$ 6 milhões em emendas parlamentares , desviados para institutos privados controlados pelo presidente da Federação Alagoana de Futebol – filho do atual diretor de futebol masculino da CBF.

No centro das investigações está Felipe de Omena Feijó, presidente da FAF desde 2015 e filho de Gustavo Feijó, atual diretor de futebol masculino da CBF e ex-presidente da federação alagoana. Segundo a reportagem, Felipe criou, em 2017, o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP), entidade privada vinculada à FAF e destinada, conforme o estatuto, a “gerenciar e receber recursos em nome da sócia instituidora”. Em 2022, também foi criado o Instituto FAF de Aprimoramento, Gerenciamento e Pesquisa (IFAGP), posteriormente desvinculado da federação.

Em matéria exclusiva para o Lance!, o jornalista Lúcio de Castro revela como um sobrenome poderoso do futebol brasileiro opera uma verdadeira máquina de captação de recursos. Por trás de uma estrutura que movimentou mais de R$ 6 milhões em verbas públicas no último ano, surge um sistema de institutos privados que, segundo especialistas, funciona como um drible na transparência e um escudo contra dívidas fiscais milionárias. No centro dessa engrenagem está a herança política e esportiva da família Feijó, que mantém o controle da Federação Alagoana enquanto ocupa cargos estratégicos na cúpula da CBF. Entre emendas parlamentares e empréstimos pessoais do próprio presidente para a entidade, Lúcio de Castro expõe os bastidores de um modelo de gestão que desafia os mecanismos de controle e sobrevive em meio a um prontuário robusto de escândalos.

Fonte: Lance! e o jornal Extra

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