Na madrugada deste sábado 3 de janeiro, o território da República Bolivariana da Venezuela foi bombardeado por aviões dos Estados Unidos, violando assim de forma unilateral a soberania do país vizinho, num verdadeiro ato de guerra ao arrepio de qualquer norma do direito internacional.
Desde setembro do ano passado iniciou-se uma escalada agressiva contra a Venezuela com a concentração inédita de forças navais militares dos EUA no Mar Caribe, que já havia provocado a destruição de mais de 30 embarcações em nome de um pretenso combate ao narcotráfico, com o saldo de mais de cem mortos. Em seguida houve os casos de pirataria praticados pelo governo Trump ao sequestrar navios com petróleo venezuelano.
Agora essa operação, que visa derrubar o governo Maduro para botar a mão nas riquezas do país, atinge diretamente o solo venezuelano, com ataques aéreos em Caracas e nos estados de Miranda, Arágua e La Guaira.
Trata-se de uma ação de guerra que afeta toda a América Latina e Caribe e que deve ser rechaçada por todos os governos que defendem a soberania nacional e a paz, não só em nossa região, mas em todo o mundo. O que pede uma ação comum de governos como os de Lula, Petro, Sheinbaum e outros em defesa da Venezuela agredida.
Durante pronunciamento, Trump disse que os Estados Unidos irão governar a Venezuela até que ocorra uma transição de poder considerada “segura, adequada e sensata”. Ele não estabeleceu um prazo para o fim dessa administração provisória nem detalhou como será estruturada a gestão do país nesse período.
O presidente também afirmou que grandes empresas norte-americanas do setor de energia devem atuar na recuperação da infraestrutura venezuelana, com foco na exploração e no escoamento do petróleo. Segundo ele, esse processo faria parte da reorganização econômica do país após a mudança de governo.
Trump declarou ainda que os Estados Unidos estão preparados para realizar novas ações militares, caso considerem necessário. Ele afirmou que a operação teve como objetivo impedir o envio de drogas ao território norte-americano e mencionou que embarcações interceptadas transportariam entorpecentes em grande escala.
Na Venezuela, o Ministério da Defesa informou que alvos militares foram atingidos em Caracas e em outros estados do país. O governo venezuelano declarou que áreas civis também foram afetadas, mas até o momento não divulgou números oficiais de mortos ou feridos.
Fonte: Petista com DCM










