Centrais sindicais realizaram um manifesto no centro de Maceió e uma das pautas foi a isenção do IR e taxação dos bilionários
Centrais sindicais e movimentos populares ocuparam as ruas do Centro de Maceió ontem (10) para protestar contra o que classificam como injustiça tributária e precarização das relações de trabalho.
O ato, realizado em frente ao antigo Produban, reuniu trabalhadores e representantes de entidades de classe que reivindicam o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, além da taxação dos super ricos.
A mobilização, organizada por entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), integra uma campanha nacional que busca pressionar o Congresso a destravar pautas consideradas fundamentais para a classe trabalhadora. Em entrevista à Tribuna Independente, o presidente da CUT Alagoas, Luciano Santos, afirmou que o ato teve como objetivo deixar claro que “o povo não vai pagar a conta”.
“Hoje foi um dia de luta. Fomos às ruas para exigir que o Congresso atenda aos interesses da classe trabalhadora em dois pontos essenciais: justiça tributária e dignidade no mundo do trabalho”, declarou. Segundo ele, a principal reivindicação trabalhista é o fim da escala 6×1, com a redução da jornada sem redução de salário. Já no campo tributário, o foco é garantir a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, e cobrar a taxação dos super-ricos.
Durante o ato, os organizadores também anunciaram o lançamento de um plebiscito popular, que será promovido em sindicatos, escolas e locais de trabalho, para consultar diretamente a população sobre os dois eixos da mobilização. A ideia é coletar assinaturas e opiniões em todo o estado e encaminhá-las ao Congresso Nacional como forma de pressão social.
“A população vai responder se é a favor da isenção do IR até R$ 5 mil e do fim da jornada 6×1. Vamos instalar urnas em cada sindicato, em cada local de trabalho. É uma forma de envolver o povo na construção dessa pauta e mostrar que essa luta é coletiva”, explicou Luciano.
Ainda segundo o dirigente sindical, há um sentimento de indignação entre os trabalhadores diante do tratamento dado pelo Legislativo às propostas que beneficiam a maioria da população. “Não podemos mais aceitar uma justiça tributária que continue penalizando o povo, enquanto os projetos que favorecem os trabalhadores são engavetados sem debate. Quando é para beneficiar banco ou grandes empresários, tudo é votado rapidamente”, criticou.
Com faixas, cartazes e palavras de ordem, o protesto desta quinta-feira reuniu dezenas de pessoas e teve apoio de diversas organizações sociais. A mobilização reforçou o posicionamento das centrais sindicais em defesa de uma reforma tributária justa e de melhores condições de trabalho.
Ao final do ato, os organizadores reafirmaram o compromisso de ampliar a coleta de assinaturas do plebiscito e intensificar a pressão sobre os parlamentares alagoanos. “Vamos cobrar especialmente dos deputados aqui do estado. Chega de jogar a carga tributária sobre os mais pobres e manter privilégios dos mais ricos. O recado está dado”, concluiu Luciano Santos.
Fonte: Tribuna Hoje