As “negociações” entre os russos e os ucranianos sob os auspícios dos Estados Unidos – sem a União Europeia – continuam sem resultados.

Os fatos são as baixas militares e civis. Os números oscilam conforme a fonte, entre 140 mil mortos do lado ucraniano e 300 mil mortos do lado russo, chegando a milhões com os feridos e desaparecidos. Só de desertores, há 250 mil ucranianos, sobretudo do começo, e 120 mil na Rússia onde vem crescendo.

Zelensky exige armas e financiamento porque “Putin não quer um cessar-fogo”. Os países da UE estão envolvidos em uma escalada que leva a um aumento nos lucros da indústria armamentista. Os EUA, desde Biden, faturam alto com a guerra.

A UE, para quem Trump quer terceirizar, decidiu dar 90 bilhões de euros à Ucrânia em 2026, alimentando a guerra e a corrupção.

É tão flagrante que o Ministro da Energia denunciado por ter desviado milhões, teve que renunciar. No último dia 14, foi interceptado pela na fronteira tentando fugir da justiça. Na Rússia, segundo a imprensa, a economia está em desaceleração devido às sanções, afetando ainda mais a população russa.

Enquanto isso, ambos os lados se bombardeiam: a Rússia ataca instalações de energia ucranianas, e a Ucrânia, instalações de petróleo russas.

Até quando?

Desde 24 de fevereiro de 2022, com a entrada das tropas de Putin na Ucrânia, a guerra devasta a Europa Oriental.

No último dia 19 de fevereiro, o chanceler Friedrich Merz foi um dos poucos líderes políticos a declarar abertamente o que muitos líderes militares pensam em particular: “Esta guerra só terminará quando um dos lados estiver exausto, militar e economicamente.”

A realidade é que o progresso militar na frente de batalha é microscópico. A Rússia em 2 anos ampliou a área anexada em 1,5% do território da Ucrânia ao preço de muito sangue.

Não há “campos”, há oligarcas

Quatro anos deveriam ser suficiente para desarmar a armadilha ideológica de apoiar um “campo” nesta guerra.

Mas persistem na esquerda defensores de Zelensky, líder da “nação oprimida”, igualada à Palestina. Como se ele não fosse um boneco da OTAN, oriundo da mesma oligarquia dirigente russa, que suspendeu direitos e garantias.

Ainda persistem defensores de Putin, como se fosse “progressista”, uma continuação da URSS, como se o capital não tivesse sido restaurado na Rússia.

A realidade é que cada vez mais, o objetivo não é mais vencer, mas destruir e infligir o máximo de mortes possível ao outro lado.

Não se vê uma saída, e as deserções aumentam do lado russo, onde a guerra vai ficando mais impopular.

É tanto, que uma lei aprovada em 17 de fevereiro permite ao FSB (“herdeira” da KGB) desconectar a internet e bloquear e-mail. Isso impedirá que alguém receba informações, reforçará o isolamento e facilitará a propaganda.

É preciso acabar a guerra com uma paz justa e duradoura. Mas a força necessária para tanto reside nos de baixo, nos povos que não querem guerra.

Nos meios anti-guerra europeus, se discute uma ajuda efetiva nesse sentido, que é o acolhimento dos desertores, cuja expansão, como em outras guerras terríveis, enfraqueceu a aventura e apressou o fim do conflito.

Disse um desertores numa reunião pública: “Realizar uma campanha em apoio aos desertores, ajudando-os a obter documentos, nos ajudaria a encontrar um caminho alternativo ao Ocidente (OTAN). Esta é uma proposta para todos aqueles que desejam o fim da guerra.”

É uma questão de solidariedade colocada.

Markus Sokol, Comitê Nacional do DAP

Fonte: petista.org.br

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