O prefeito de Maceió promove o inchaço da folha de pagamento. Em pleno ano pré-eleitoral, a gestão de JHC criou 1.200 novos cargos de confiança apenas no fim de 2024. Com a nova proposta enviada no dia 7 de julho, foram criados mais 3.600 novos cargos, elevando para 4.800 o total de cargos comissionados criados por meio da Lei Delegada.

Apenas os 1.200 cargos geram um impacto estimado de R$ 4 milhões por mês — ou quase R$ 50 milhões por ano — nas finanças municipais. O custo total dos 4.800 cargos ainda não foi oficialmente divulgado, mas, mantida essa média, o impacto pode ultrapassar R$ 150 milhões anuais. Trata-se de uma expansão sem precedentes da estrutura administrativa, realizada sem concurso público, com forte viés político e claramente alinhada ao calendário eleitoral.

Paralelamente ao aumento de gastos com pessoal e estruturas, o prefeito também acelera o endividamento do município. Desde o início da gestão, foram contratados R$ 1,875 bilhão em empréstimos em moeda nacional, majoritariamente junto à Caixa Econômica Federal, destinados a obras de mobilidade urbana, urbanização, habitação e contenção de encostas, no âmbito do programa Avança Maceió.

No campo internacional, a gestão contratou em 2024 US$ 40 milhões com o banco Fonplata, e em julho de 2025 enviou à Câmara Municipal um pedido de autorização para contratar mais US$ 150 milhões junto ao New Development Bank (NDB). Os recursos estão vinculados ao programa MCZ3i – Integração e Desenvolvimento Sustentável de Maceió, que promete obras em mobilidade, drenagem, requalificação de bairros e infraestrutura ambiental.

Resumo das dívidas da gestão JHC (2021–2025):

• Empréstimos em moeda nacional: R$ 1,875 bilhão
• Empréstimos em moeda estrangeira: US$ 190 milhões
• Conversão atual (US$ × R$ 5,47): ≈ R$ 1,039 bilhão
• Total consolidado da dívida pública municipal: R$ 2,914 bilhões

Esse volume expressivo de endividamento ocorre sem contrapartida clara de melhorias nos serviços essenciais, como educação, saúde e transporte público, setores que continuam enfrentando graves carências. Ao mesmo tempo, a multiplicação de cargos comissionados e a criação de estruturas paralelas reforçam o controle político do Executivo sobre a gestão pública, enfraquecendo os princípios da meritocracia, da transparência e da responsabilidade fiscal.

A Prefeitura de Maceió opera sob uma lógica de marketing, improviso e aparelhamento, comprometendo a sustentabilidade financeira do município. E quem pagará essa conta — em curto, médio e longo prazos — será o povo maceioense: com serviços precarizados, orçamento engessado e políticas públicas cada vez mais submetidas a interesses eleitorais.

Fonte: 082 Notícias

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