O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou nesta quarta que 104 palestinos morreram e outros 253 ficaram feridos em bombardeios israelenses desde terça-feira, quando o premiê Benjamin Netanyahu ordenou novos ataques à Gaza. Dos mortos, mais da metade (66) são mulheres ou crianças, segundo a pasta.
“O acordo de cessar-fogo ainda está em vigor em Gaza, e continuamos trabalhando para implementar o plano de paz do presidente Trump”, disse o alto funcionário, sob condição de anonimato. “A transição para uma paz permanente em Gaza é uma tarefa difícil após dois anos de conflito na Faixa de Gaza.”
“O plano de paz para Gaza enfrentará desafios e o governo dos EUA está fazendo esforços intensos para progredir. Não estaremos satisfeitos até que a estabilidade seja alcançada em Gaza, uma transição para o governo civil seja concretizada e progressos tangíveis sejam feitos em direção à paz”, afirmou Basal.
O Gabinete de Imprensa do governo de Gaza acusou Israel de cometer 125 violações do cessar-fogo desde que o acordo entrou em vigor no dia 10 de outubro, incluindo a morte de 94 palestinos. O Hamas anunciou que adiaria a entrega a Israel — inicialmente prevista para as 18h GMT (15h de Brasília) — do corpo de outro prisioneiro, “encontrado em um túnel ao sul de Gaza”.
“Adiaremos a entrega prevista por violações da ocupação”, acrescentou o braço armado do Hamas, as Brigadas Ezedin al-Qasam, e afirmou que “qualquer escalada sionista dificultará as buscas, as escavações e a recuperação dos corpos”.
O alto funcionário estadunidense ouvido pela Al Jazeera disse que “localizar os corpos dos prisioneiros israelenses em Gaza é difícil, desafiador e demorado. O Centro de Coordenação Civil-Militar desempenhou um papel vital ao trazer equipes técnicas egípcias para Gaza para recuperar os corpos.”
Fonte: G1 e Brasil de Fato






