A empresária bolsonarista Vergínia Locatelli, de 45 anos, foi presa na semana passada em Guarapari (ES) sob investigação por estupro de vulnerável e crimes relacionados à produção, divulgação e armazenamento de material de exploração sexual infantil. A Polícia Civil localizou a suspeita durante uma viagem de passeio.
Vergínia é casada com o empresário Fábio Serafim de Oliveira, investigado no mesmo caso e preso em 15 de julho. Quando ele foi detido, ela passou a cumprir medidas cautelares.
A investigação começou com a prisão de uma mulher suspeita de aliciar crianças e adolescentes e repassar a terceiros arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil. A apuração avançou após a análise do celular da suspeita e os dados fornecidos por ela.
Esses elementos levaram os investigadores até o casal em Sorriso, cidade de Mato Grosso localizada a cerca de 420 quilômetros de Cuiabá. A Polícia Civil passou a investigar os dois pelos crimes apurados no inquérito.
Empresas em Sorriso e ligação familiar com o bolsonarismo
Os investigadores encontraram indícios de vídeos e imagens que envolvem vítimas menores de idade e o empresário Fábio Serafim de Oliveira. A prisão de Vergínia ocorreu meses depois da detenção do marido.
Vergínia Locatelli é sócia de empresas do setor de combustíveis em Sorriso. Sua atuação empresarial se concentra no agronegócio e no varejo de combustíveis, segmentos fortes na economia local.
Ela é filha de Catarina Zanini Locatelli, empresária ligada aos setores agropecuário e comercial de Sorriso. Catarina atua no PL Mulher do município e tem participação em mobilizações bolsonaristas na região.
Catarina também organizou atos de direita e atividades voltadas a lideranças femininas conservadoras em Sorriso, além de participar da articulação de eventos do Partido Liberal que receberam a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em Mato Grosso.
Fonte: DCM






