Após o vendaval provocado por um ciclone extratropical, a Grande São Paulo amanheceu com mais de 1,5 milhão de imóveis sem luz nesta quinta-feira (11), segundo a Enel. Só na capital, mais de 1 milhão de clientes permaneciam no escuro no início da manhã, após um apagão que já havia deixado mais de 2 milhões de pessoas sem energia na quarta.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 218 semáforos apagados por falta de energia, além de 14 desligados por falhas e 3 em amarelo piscante. Às 6h, a lentidão chegou a 52 km na cidade. A falta de luz também comprometeu o abastecimento de água em diversos pontos da região metropolitana.
De acordo com o mapa da Enel, 1.504.657 clientes estavam sem energia no início da manhã; desse total, 1.014.941 eram da capital.
A TV Globo flagrou carros da Enel parados no pátio da empresa no início da manhã, enquanto diversos bairros continuam sem energia.
Ventos que ultrapassaram 98 km/h derrubaram árvores
Na quarta (10), rajadas de vento chegaram a 98,1 km/h na Lapa, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A Defesa Civil confirmou que as rajadas são efeito do ciclone extratropical formado no Sul do Brasil.
A prefeitura contabilizou 231 quedas de árvores, com 182 atendimentos concluídos e 40 ainda à espera de apoio da Enel.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou ontem à GloboNews que acionará a Aneel e a Justiça para que medidas sejam tomadas sobre o contrato com a Enel, repetindo ações adotadas desde os apagões de 2023.
Chamados dos bombeiros e impacto nos voos
Entre 0h e 5h45 desta quinta, o Corpo de Bombeiros registrou 17 chamados por quedas de árvores e 10 por desabamentos ou desmoronamentos. Não houve registros de enchentes ou alagamentos.
No Aeroporto de Congonhas, 181 voos foram afetados na quarta — 88 chegadas e 93 partidas. Nesta quinta, até 6h55, quatro decolagens e nove chegadas já tinham sido canceladas. Em Guarulhos, duas partidas e 15 pousos foram cancelados no mesmo período, além de 31 voos alternados na véspera.
Fonte: DCM






