Itaú, Bradesco e Santander Brasil ampliaram o lucro combinado para R$ 87,1 bilhões em 2025, com estratégia voltada para linhas de crédito com garantia e maior rentabilidade. O Bradesco avançou no plano de transformação estrutural e atingiu retorno sobre patrimônio de 15,2%, superando o custo de capital, embora ainda distante da meta de 20%.

As provisões contra inadimplência chegaram a R$ 8,8 bilhões, enquanto o índice de atrasos acima de 90 dias ficou estável em 4,1%. Mesmo com melhora em indicadores financeiros, houve venda de ações após divulgação do guidance. Analistas consideraram as projeções conservadoras, dentro da estratégia gradual de recuperação defendida pelo presidente do banco, Marcelo Noronha. Analistas do Citi afirmaram estar “decepcionados” com o ritmo de crescimento projetado, especialmente na carteira de crédito.

Itaú registra lucro recorde e sinaliza cautela

O Itaú registrou lucro líquido recorde de R$ 46,8 bilhões em 2025, avanço anual de 13,1%. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu abaixo de 2%. O CEO do banco, Milton Maluhy, afirmou: “Naturalmente, ao longo do ano, com mais informações de mercado, capacidade de entregar nas várias linhas, a gente vai atualizando e ajustando se for necessário”. Também declarou: “Mas essa é a melhor informação disponível nesse momento”. O banco sinalizou postura mais cautelosa na concessão de crédito diante do cenário eleitoral e da taxa Selic em patamar elevado.

Santander mantém postura conservadora

O Santander Brasil manteve postura conservadora e não divulgou guidance. O banco registrou lucro de R$ 15,6 bilhões em 2025 e aumento da inadimplência para 3,7%. Analistas da Genial Investimentos avaliaram: “O resultado foi beneficiado por uma alíquota efetiva de imposto excepcionalmente baixa e por menores provisões, enquanto as receitas ficaram aquém do esperado e a inadimplência continuou em trajetória de alta”.

Para preservar a rentabilidade, o banco prioriza crédito para pequenas e médias empresas e clientes de maior renda. O UBS BB avaliou que ganhos de eficiência serão decisivos para sustentar a lucratividade.

Fonte: Brasil 247

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