Manifestações denunciam a intervenção militar dos EUA e o sequestro do mandatário venezuelano e de sua esposa

Com o objetivo de denunciar o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama e deputada Cilia Flores, assim como as agressões dos Estados Unidos (EUA) de Donald Trump contra o país latino-americano, organizações populares, movimentos políticos e coletivos realizam nesta quarta-feira (28) uma jornada de manifestações em diversas capitais brasileiras. 

As mobilizações fazem parte de uma articulação internacional de solidariedade ao povo venezuelano e de repúdio à escalada militar, econômica e diplomática conduzida pelo governo de Donald Trump.

Os atos exigem a libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, sequestrados em um ataque militar estadunidense no dia 3 de janeiro.

Desde a ofensiva militar no início do mês, manifestações parecidas vêm sendo realizadas em diversos estados do Brasil e em outros países da América Latina e da Europa. As mobilizações denunciam não apenas a captura do presidente venezuelano, mas também o precedente aberto para novas intervenções na região, sob o discurso do combate ao narcotráfico e da “segurança nacional”.

Para os organizadores, a manifestação é um chamado à sociedade brasileira. “Defender a soberania da Venezuela é defender a soberania dos povos latino-americanos”, afirmam. A manifestação reforça a mensagem de repúdio ao imperialismo e de solidariedade internacional.

O protesto integra uma agenda ampla de mobilização internacional contra o avanço das aspirações imperialistas do governo de Donald Trump, deve continuar enquanto persistirem as sanções, a intervenção militar e a prisão das lideranças venezuelanas.

Em Maceió, os manifestantes portando bandeiras e cartazes, se concentraram no Calçadão do Comércio. Segundo o professor Emmanuel Miranda, diretor do Sinteal, “a invasão dos EUA à Venezuela visa se apropriar das reservas de petróleo e ameaça a soberania de todos os países da América Latina e do mundo”.

Deixe uma resposta