Manifestação pede rigor na investigação da morte de Abdoulaye Dieng, descredenciamento da creche e responsabilização dos envolvidos no caso

Nesta segunda-feira (27), às 15h, o ato “Justiça para Abdoulaye Dieng” cobrará a responsabilização dos envolvidos na morte de Abdoulaye Dieng, bebê de um ano e quatro meses que ficou preso em uma estrutura metálica dentro do Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, na região central de São Paulo. 

Organizada por familiares, amigos e integrantes de movimentos sociais, a manifestação ocorre em frente ao CEI e também reivindica o descredenciamento da unidade educacional, além de uma investigação rigorosa sobre o caso. 

Abdoulaye, filho de imigrantes senegaleses, morreu na última quarta-feira (22), depois de prender a cabeça entre uma barra de ferro e um espelho durante uma atividade recreativa.

Imagens das câmeras de segurança mostram que a criança permaneceu presa por cerca de seis minutos antes de ser socorrida por funcionárias da creche. O menino foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca, mas não resistiu. 

O caso foi registrado como homicídio culposo no 8º Distrito Policial (DP), no Brás. Cinco profissionais da unidade, entre coordenadoras, diretoras e pedagogas, são investigadas. 

A Secretaria Municipal de Educação instaurou um procedimento administrativo para apurar o ocorrido e informou que poderá abrir um processo de descredenciamento da entidade responsável pela gestão da creche após a conclusão das investigações.

Familiares e representantes da comunidade senegalesa questionam a condução inicial das apurações e afirmam que o local onde ocorreu a morte não foi devidamente preservado para a perícia. Os manifestantes ainda criticam a reabertura da creche logo após o episódio. 

Além da investigação criminal, os organizadores do protesto defendem o fechamento da unidade, fundada em 2015, e a responsabilização dos envolvidos pela morte do bebê. 

O CEI Luz do Brás integra a rede de escolas conveniadas da capital paulista, administradas por entidades privadas em parceria com a Prefeitura de São Paulo.

Segundo a administração municipal, a unidade segue sob procedimento administrativo enquanto as investigações sobre o caso continuam.

Fonte: Alma Preta

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