Israel proibiu no domingo as atividades da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Faixa de Gaza e ordenou que a organização deixe o enclave até 28 de fevereiro, segundo a Anadolu.

O Ministério da Diáspora de Israel, responsável pelas relações com as organizações humanitárias que atuam em Gaza e na Cisjordânia, afirmou que a decisão foi tomada depois que a organização se recusou a enviar sua lista de funcionários para Tel Aviv.

Uma declaração do ministério citada pelo jornal Maariv afirmou que a MSF se recusou a “enviar listas de funcionários locais, uma exigência aplicável a todas as organizações humanitárias que operam na região”.

O ministério alegou que a medida visa “permitir atividades legítimas de assistência humanitária, evitando a exploração da cobertura humanitária para fins hostis ou terroristas”.

“Essas listas de funcionários não são compartilhadas com terceiros e são usadas exclusivamente para fins internos”, alegou o ministério.

Na sexta-feira, a MSF afirmou que não compartilhará a lista de seus funcionários palestinos e internacionais com Israel devido à recusa de Tel Aviv em “garantir a segurança de nossa equipe ou a gestão independente de nossas operações”.

A MSF é uma das maiores organizações humanitárias que atuam em Gaza, e a paralisação de suas atividades deverá causar sérios danos aos já escassos serviços médicos disponíveis no enclave.

A guerra de dois anos de Israel contra Gaza matou quase 71.800 palestinos e feriu mais de 171.400. O ataque destruiu aproximadamente 90% da infraestrutura civil em Gaza, com estimativas da ONU apontando custos de reconstrução em cerca de US$ 70 bilhões.

Fonte: Monitor do Oriente

Deixe uma resposta