Ele já votou a favor da PEC da Bandidagem e é contra duas folgas semanais para os trabalhadores. No entanto, o que mais impressiona é o cinismo de sua “justificativa”
Que Nikolas Ferreira (PL-MG) age abertamente contra os interesses da população, isso ninguém duvida, até porque ele não nega a quem quer que seja que votou a favor da famigerada PEC da Bandidagem e ainda se diz contra o fim da escala laboral 6×1, o que impede que os trabalhadores tenham duas folgas semanais por lei no país, trabalhando no máximo cinco dias consecutivos. Agora, mais uma vez, o deputado bolsonarista que passa o dia na internet “engajando” e provocando adversários com insultos e absurdos resolveu mostrar que realmente seu mandato não é para ajudar o povo.
Já no primeiro dia de votações do ano legislativo de 2026, aberto na segunda-feira (2), a Câmara pautou a Medida Provisória 1313/25, que versa sobre o programa “Gás do Povo”, uma iniciativa do governo Lula que expandiu ainda mais o acesso ao gás de cozinha gratuito a quem mais precisa no país, alcançando 50 milhões de brasileiros. A MP passou na Casa e agora está no Senado, onde também deve ser aprovada. Só que, na Câmara, Nikolas votou contra.
Sim, o rapazote provocativo reacionário manifestou-se contrariamente ao acesso gratuito do gás para os cidadãos em situação de pobreza.
Como não podia deixar de ser, no melhor estilo adolescente insuportável que tenta justificar o injustificável, o parlamentar desocupado foi às redes “explicar”, com muito cinismo, por qual razão agiu contra a população. O que se viu, no entanto, foi um malabarismo cretino sem qualquer nexo.
“Óbvio que votei contra o projeto “Gás do Povo”, do Lula, porque sou a favor do “Gás dos Brasileiros”, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar. Agora, o Lula quer te obrigar a buscar o seu gás em revendas credenciadas pelo governo, sem prazo claro de quanto tempo você terá esse benefício, sem autonomia, sem liberdade. Que no final, deixará seu gás mais caro e com a finalidade de manter as pessoas presas pra ter o voto dela nas eleições. E o povo sabe disso. E não custa perguntar: Se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás “gratuito” pra cozinhar?”, disse o impertinente deputado, sempre com seu tom asqueroso e incendiário, em busca de repercussão.
“Gás do Povo” dá gratuidade total e expande benefício
O Programa Gás do Povo representa a principal nova política pública federal voltada ao acesso ao gás de cozinha (GLP) no Brasil, instituída em 2025 e regulamentada por Medida Provisória aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados. Ele substitui integralmente o antigo Auxílio Gás dos Brasileiros (criado em 2021), ampliando significativamente o alcance e alterando o formato do benefício.
Em vez de repassar valores em dinheiro (como ocorria no modelo anterior, que atendia cerca de 5 milhões de famílias com o equivalente a 50% do preço do botijão a cada dois meses), o Gás do Povo garante a gratuidade total na recarga do botijão de 13 kg diretamente em revendas credenciadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O benefício é entregue por meio de um vale ou sistema de validação (via cartão do Bolsa Família, cartão da Caixa ou CPF com código), assegurando que o recurso seja usado exclusivamente para a aquisição do gás de cozinha.
A iniciativa tem como meta atender mais de 15 milhões de famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário mínimo — priorizando beneficiários do Bolsa Família —, o que beneficia cerca de 50 milhões de pessoas em todo o país. A implementação ocorre de forma gradual: iniciou em capitais selecionadas em novembro de 2025, expandiu-se para todas as capitais em janeiro de 2026 e deve alcançar todos os municípios até março de 2026, com previsão de cerca de 65 milhões de recargas gratuitas por ano.
Ao adotar a entrega direta do botijão, o programa busca combater a pobreza energética, garantindo que o benefício cumpra efetivamente seu propósito: aliviar o peso do custo do gás no orçamento familiar, promover a dignidade e a cidadania energética, e proteger a saúde pública. A mudança reduz a dependência de combustíveis alternativos perigosos, como a lenha, que expõe especialmente mulheres e crianças a riscos graves de poluição intradomiciliar (causadora de doenças respiratórias), acidentes domésticos e desgaste físico na coleta de material.
Fonte: Revista Fórum






