Especialistas alertam que o lançamento de esgoto em galerias de águas pluviais configura crime ambiental

O município de Barra de São Miguel, no litoral sul de Alagoas, um dos principais destinos turísticos do estado e conhecido por concentrar casas de veraneio de políticos e empresários durante a temporada de verão, voltou a ser alvo de denúncias ambientais envolvendo o sistema de esgotamento sanitário.

Moradores da cidade denunciaram, por meio de vídeos que circularam nas redes sociais ao longo do último fim de semana, o despejo irregular de esgoto em galerias de águas pluviais. As imagens mostram o esgoto sendo lançado diretamente nessas galerias, com escoamento para o rio Niquim e, consequentemente, para as praias do município, provocando poluição ambiental e riscos à saúde pública.

A população cobra providências da prefeitura e da BRK Ambiental, empresa responsável pelo tratamento de esgoto no município. Segundo os relatos, o lançamento irregular de dejetos teve início no final de semana, contaminando o rio e comprometendo a balneabilidade das praias.

As denúncias em Barra de São Miguel reforçam críticas já feitas à atuação da BRK em outras cidades alagoanas. Em Maceió, também há registros e relatos de episódios semelhantes, nos quais a empresa teria sido notificada por está despejando esgoto em áreas litorâneas, situação que motivou questionamentos de moradores, ambientalistas e órgãos de fiscalização.

Especialistas alertam que o lançamento de esgoto em galerias de águas pluviais configura crime ambiental, uma vez que essas estruturas não são destinadas a receber resíduos sanitários. A prática pode causar danos ao meio ambiente, afetar a fauna e a flora locais e comprometer atividades econômicas ligadas ao turismo e à pesca.

Até o momento, não houve manifestação pública da BRK sobre as denúncias específicas registradas em Barra de São Miguel. Moradores cobram providências dos órgãos ambientais, do Ministério Público e da prefeitura para a apuração dos fatos, fiscalização rigorosa e adoção de medidas que garantam o correto funcionamento do sistema de esgotamento sanitário no município.

Fonte: 082 Alagoas

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