Os professores Everaldo de Oliveira Andrade e Lincoln Secco, docentes do Departamento de História da
FFLCH/USP, foram alvos de adesivos e pichações em seus gabinetes no dia 25 de novembro de 2025.
Esses atos, que difamam como “apoio ao terrorismo islâmico” o legítimo e necessário posicionamento em defesa do povo palestino e pelo fim do genocídio em Gaza, são gravíssimos. São, ao mesmo tempo, caluniosos, islamofóbicos e antissemitas por usarem símbolos destas tradições culturais religiosas. Os agressores fazem instrumentalização reacionária de símbolos religiosos e políticos, tão comum em setores de extrema direita que confundem crítica ao sionismo de Estado com preconceito contra judeus, prática condenada por judeus progressistas e pela esquerda internacional.
O professor Everaldo de Oliveira Andrade é militante do PT do Tucuruvi, presidente da Associação de História (ANPUH-SP), integrante do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo e diretor científico Centro de Documentação do Movimento Operário Mário Pedrosa, que busca presevar a história do movimento operário e antifascista no Brasil que homenageia o filiado No. 1 do PT. O professor Lincoln Secco, filiado ao PT do Butantã, um dos fundadores do Núcleo de Estudos d’O Capital do PT e da Revista Mouro e integrante do Grupo de Estudos de História e Economia Política – GMARX, personificam o compromisso histórico do nosso partido com a solidariedade
internacional entre os povo e da defesa da universidade pública de modo ativo no debate contra a opressão. Ambos estiveram junto com diversos outros docentes, na mobilização pela ruptura dos convênios da USP com instituições israelenses e foram fundamentais na criação do Centro de Estudos Palestinos da FFLCH, coordenado pela professora Arlene Clemesha. Atacá-los é atacar não apenas indivíduos, mas um coletivo acadêmico e político que resiste à normalização do genocídio e à censura nas universidades.
Diante disso, diversas entidades e movimentos estão manifestando solidariedade aos professores Everaldo, Lincoln e demais docentes e exigindo que as autoridades da USP adotem medidas para identificar e responsabilizar os autores desses atos, desta tentativa de intimidação inaceitável e reafirmam o compromisso intransigente com a solidariedade ao povo palestino, com o antirracismo, com a liberdade de cátedra e com a defesa da universidade como espaço de verdade, justiça e resistência.






