País enfrenta uma quantidade recorde de novos casos e mortes da covid-19; polícia disparou balas de borracha e gás lacrimogêneo contra manifestantes

Pelo segundo dia consecutivo, centenas de paraguaios voltaram às ruas na noite deste sábado (06/03) para exigir a renúncia do presidente do país, Mario Abdo Benítez, por conta da má gestão da pandemia da covid-19 e da lentidão na campanha de vacinação contra a doença.

O país vem enfrentando uma quantidade recorde de novos casos e mortes em decorrência do novo coronavírus e apenas 0,1% da população de sete milhões já recebeu ao menos uma dose do imunizante.

Os manifestantes afirmaram que irão permanecer em protesto até que o mandatário saia do poder. Houve episódios de confronto entre quem estava na manifestação e a polícia. De acordo com a emissora Telesur, ao menos oito pessoas foram levadas à delegacia.

Assim como na sexta-feira (05/03), manifestantes foram reprimidos pela Polícia Nacional do país e pelo corpo de agentes antimotim, que disparou balas de borracha e gás lacrimogêneo na direção dos paraguaios. 

Troca de ministros 

Após os protestos do primeiro dia, Abdo anunciou a demissão de três ministros – Saúde, Julio Mazzoleni, que já havia pedido a renúncia; da Educação, Eduardo Petta; e da Mulher, Nilda Romero – além do chefe do Gabinete da Presidência, Juan Ernesto Villamayor.

O mandatário ainda afirmou que outros poderão ser demitidos e que todos deveriam colocar seus cargos à disposição.

Conforme dados da Universidade Johns Hopkins, o Paraguai tem 166.969 casos confirmados da covid-19 e 3.294 mortes.

Fonte: Opera Mundi

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